QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

terça-feira, dezembro 02, 2008

A INVEJA


Inveja é uma palavra proveniente do latim “invidia”. Em português, assim como originariamente, resultou da aglutinação de “in+veja”, o quer dizer “in=não” e “veja de ver”, portanto, invejar é não querer ver. Realmente, esse é o maior problema do invejoso – não querer ver.

Se recorrermos ao dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, veremos que a inveja é “desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem” ou “desejo violento de possuir o bem alheio”. Saulo de Tarso aconselhou: “alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram” (Romanos, 12:15). Alguém um dia me disse que chorar com os que choram é até relativamente fácil, pois basta deixar-se envolver emocionalmente pelo clima de comoção, todavia regozijar-se com o êxito alcançado por outrem já exige um grande amadurecimento interior ou espiritual, pois o mundo em que vivemos nos impele continuamente à competitividade com o nosso semelhante e nos incentiva a cultivar a inveja, um dos cinco terríveis venenos da mente apontados por Sidharta Gautama, o Buddha.

O grande problema do invejoso é que ele não quer ver os méritos ou habilidades de quem ele sente inveja.  Assim, o invejoso deixa de acreditar no seu próprio potencial infinito, não quer pagar o preço ou sacrifício para alcançar o que deseja tão violentamente, preferindo fixar a atenção nas coisas, poder, etc. Deveria fixar a atenção na própria pessoa que ele inveja, admirando as suas qualidades, e não na fortuna, vida confortável ou posição.

Os pobres têm a tendência de rejeitar os ricos e, com essa atitude, rejeitam a própria fonte ou caminho para a riqueza. É por isso que regimes políticos que defendem que tirar dos ricos para dar aos pobres é uma forma de distribuir a riqueza do país e acabar com a pobreza não logram grande sucesso. Uma nação que classifica o grande empresário como “vilão” se encaminha inexoravelmente para a estagnação econômica, pois quando se tolhe a criatividade para gerar riqueza, então, só resta distribuir a miséria. A história comprovou esta tese no século passado em alguns países e o país de maior crescimento econômico na atualidade – a China – só alcançou esse desenvolvimento porque resolveu soltar as amarras da iniciativa privada, embora continue a dizer eufemisticamente que segue o “socialismo”, o que alguns analistas esclarecidos preferem designar de “Capitalismo de Estado”. Será que essa ideologia existe?

O sentimento de inveja nasce na pessoa que se coloca num plano relativo, em vez de se manter no plano absoluto de “homem criado à imagem e semelhança de Deus”. Se acreditarmos que temos em nós a mesma “Vida de Deus” e “Sabedoria de Deus” de qualquer outro ser humano, por mais próspero que ele seja, então, passaremos a abençoar a sua prosperidade e conseguiremos atrair a “Provisão Infinita de Deus” que também se manifestará através de nós.

Em conclusão, o primeiro grande obstáculo à manifestação pessoal de prosperidade é invejar e o melhor antídoto contra esse terrível veneno é alegrar-se com a alegria e o progresso dos outros.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

    

“A inveja”, gravura de Sebastian de Covarrubias y Orozco (1539-1613).