QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

segunda-feira, março 30, 2009

TEORIAS E FATOS

Quando morava em Portugal tive conhecimento de um fato que me deixou deveras impressionado a ponto de não esquecê-lo até aos dias de hoje. Foi-me narrada a história de cura de uma senhora adventista do sétimo dia da Ilha de Madeira que num diagnóstico de rotina foi surpreendida por um câncer no seio.

Ao chegar a casa muito triste, após a consulta médica em que lhe foi revelada a notícia da sua doença terrível, ela resolveu buscar conforto na Bíblia, como fizera em muitas outras ocasiões; abriu a o sagrado livro ao acaso e deparou com o texto: “Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos; tomaram-na e a puseram sobre a úlcera; e ele recuperou a saúde” (2 Reis 20,7). A nova tradução da Bíblia na linguagem de hoje, ainda, esclarece: “Então Isaías disse: - Ponham uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficará bom. E o rei Ezequias perguntou: - Qual será o sinal de que o SENHOR Deus vai me curar e de que daqui a três dias eu poderei ir ao Templo?” (2 Reis 20, 7 e 8). Reza a história bíblica que o Rei Ezequias ficou completamente curado em três dias.

A senhora da Ilha da Madeira, ato contínuo, após a leitura da passagem bíblica, dirigiu-se ao quintal da sua casa, apanhou alguns figos, com eles fez uma pasta e colocou-a durante três dias sobre os seios doentes. Ao fim dos três dias, retirou a pasta de figos e dirigiu-se ao médico para uma nova radiografia. O médico não queria fazer o exame, todavia, perante a insistência da paciente, acedeu e ficou espantado com o desaparecimento completo dos tumores. O fato é que os tumores não voltaram mais!

Aqui, alguém pode propor a teoria que “a religião não cura doenças”. Porém, o fato é que a cura da senhora madeirense se baseou na fé religiosa e não foi causada por qualquer ato médico. Isso é incontestável.

É um fato que o átomo de hidrogênio tende a se ionizar positivamente e que o átomo de cloro se ioniza negativamente; assim, os íons de hidrogênio e de cloro, como têm cargas eletrostáticas contrárias, se atraem para formar uma molécula de ácido clorídrico. Este é o fato que a ciência explica. Agora, pode ser que algum cientista resolva propor uma teoria bem elaborada que afirme que um íon de hidrogênio e outro de cloro formem ácido sulfúrico, mas essa teoria não mudará o fato da formação inevitável do ácido clorídrico quando os íons de hidrogênio e de cloro se combinam. Portanto, a teoria não tem o poder de mudar os fatos.   

Sydharta Gautama, o Buddha, nos lembra: “Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o mundo”. Por isso, ele ensinou que a matéria é nada, antes, ela é projeção da mente; aliás, o nosso corpo também é a projeção da nossa mente. É esta atitude mental feita fé – “a prova das coisas que não se vêem e a firme certeza das coisas que se esperam” – que cura a doença por pior que ela seja. É o que Jesus Cristo explicou: “Foi porque vocês não têm bastante fé. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: ‘saia daqui e vá para lá!’, e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa!”

Agora, vêm alguns cristãos com a teoria de que os milagres ou curas realizados no âmbito do budismo e de outras religiões são feitos pelo poder de satanás. Façam o especial obséquio de concordar com o vosso Mestre Jesus Cristo, que nunca discordou de Sydharta Gautama, e admitam que a causa da cura reside na atitude mental que tem o poder de curar o próprio corpo. A fé é prática e se traduz em ação e não é uma mera postura de crença ideológica.

A concluir, mais um fato: o Homem é Filho de Deus (Ser Búdico) e a sua maior missão é manifestar a própria Natureza Divina (Natureza Búdica). Isto é um fato e não uma mera teoria. Esta manifestação da natureza divina é a salvação no cristianismo e a manifestação da natureza búdica é o que se chama de iluminação no budismo. A essência do fato é a mesma nas duas religiões, só muda a semântica...

Como diz o Dr. Masaharu Taniguchi:

“O conhecimento do fato é a base da ação. Conhecendo a Verdade de que somos filhos de Deus (ou seres búdicos) necessariamente passamos a viver em conformidade com a nossa natureza divina (ou natureza búdica). Caso não estejamos conseguindo manifestar a nossa natureza divina (ou natureza búdica) na vida cotidiana, é porque ainda não a conscientizamos verdadeiramente”.          

Que sejamos abençoados com essa suprema realização de manifestar a nossa natureza divina ou potencial divino!  

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sábado, março 28, 2009

FONTES DE LUZ

Recentemente recebi um e-mail de um indivíduo católico que considerava as minhas mensagens de cunho budista; dizia que não concordava com algumas ideias minhas, mas respeitava-as e costumava lêr as mensagens porque simplesmente gostava muito de ler sobre os mais diversos assuntos.

Me sinto gratificado por ter alguém que me leia com tanta fidelidade e, por isso, deixo aqui bem saliente o meu MUITO OBRIGADO! Porém, quero relembrar, como enfatizo no cabeçalho do meu blog, que não faço apologia particular de qualquer religião. Por quê?

Todas as religiões que têm surgido mo mundo, desde que aperfeiçoem no ser humano a visão do"eu e o outro somos um", são luminares ou fontes luminosas, todas elas têm por missão serem portadoras da luz da salvação que emana da Grande Vida (DEUS).

No mundo fenomênico em que nos movemos existem diversas fontes da luz física. Há a lâmpada elétrica, o farol, o farolete, o lampião a gás, o candeeiro a querosene (ou petróleo), a lanterna, a lamparina, a vela, etc. Todos esses instrumentos emissores de luz são muito úteis, têm a sua função específica, consoante as circunstâncias. Assim, é com as formas de religião.

Nos diversos compartimentos de uma casa existem lâmpadas de diversas capacidades de iluminação. Em alguns as lâmpadas são de 40 watts, em outros de 75 watts, e até de 100 ou mais watts. Ninguém usaria uma lâmpada de 500 watts no banheiro, por exemplo, pois seria contraproducente, não só pelo excesso de luminosidade, mas também pelo elevado poder calorífico. Ninguém se sentiria bem ali por muito tempo. Se a lâmpada for o cristianismo e o Brasil a casa, isto explica por que no nosso maravilhoso país existem tantas seitas ou divisões cristãs, para satisfação das mais diversas necessidades dos que buscam Cristo como o maior Manifestante da Natureza Divina entre os homens.

Da mesma forma como existem diversos instrumentos ou focos luminosos - lâmpada, farol, farolete, lanterna, candeeiro, vela, etc. - também, existem várias religiões, todas elas com a missão de atuar como "farol da VIDA" que ilumina a mente dos seres humanos para conduzi-los ao rumo certo, isto é, levando-os à conscientização de que todos os seres do Universo são essencialmente uma só Vida. Assim, não importa quantas religiões existam na Terra, visto que a cada religião cabe brilhar à sua maneira e para satisfazer várias necessidades e sensibiliudades culturais e espirituais. Como há uma grande variedade de povos e necessidades íntimas pessoais de espiritualidade, assim, surgem diversas religiões cada qual adequada a um povo ou sensibilidade espiritual. E cada vez haverá mais diversidade religiosa porque vivemos num mundo comandado pela desmassificação!...

Somente quando nós conscientizarmos que a religião que abraçamos e as outras religiões são UMA SÓ na ESSÊNCIA, é que ocorrerá a união da Humanidade no verdadeiro Amor.

Portanto, são execráveis as lutas sectárias religiosas e é sinal de falta de espiritualidade quando se fala mal de qualquer religião, principalmente, quando se afirma que a nossa própria doutrina religiosa é a única verdadeira. Isso não é manifestar o "Reino de Deus" que está em nós, como aconselhou Jesus Cristo, nem a "Natureza Búdica" da Iluminação que Buddha indicou como objetivo maior de vida.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.


 

quinta-feira, março 19, 2009

A SÍNDROME DO MEDO DA FELICIDADE

Segundo relata a Bíblia, em Gênesis, Esaú e Jacob eram filhos de Isaac e netos de Abraão. Apesar de gêmeos, Esaú saiu do ventre da mãe primeiro e por isso herdou o direito de primogenitura, isto é, ficou com o direito de herdar as posses e privilégios do pai, o grande patriarca do que viria ser a nação israelense. Isso não era pouca coisa naquele tempo, como não seria hoje em algumas famílias...

Na sua juventude Esaú era caçador e Jacob agricultor. Um belo dia Esaú voltou da caça com um bom antílope e Jacob cozinhava um guisado de lentilhas, que exalava um cheirinho de fazer crescer água na boca, sobretudo para quem como Esaú estava exausto de tanto caminhar e correr. A verdade é que Esaú foi tomado pela tentação do menor gasto de energia e resolveu pedir ao irmão um prato de lentilhas.

Jacob, pelos vistos era um grande negociante, fez uma proposta ao irmão: Esaú obteria o prato de lentilhas desde que abrisse mão do direito de primogenitura. Esaú acedeu, fez a troca do seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas, e depois se arrependeu amargamente a ponto de cultivar um ódio de morte ao irmão.

Para a lição que queremos tirar da história, bastam os três parágrafos anteriores. O resto pode ser lido em Gênesis.

A verdade é que por mais suculento e apetitoso que estivesse o guisado de lentilhas de Jacob, após um exaustivo dia de caçada, eu teria preferido – me perdoem os vegetarianos – esperar mais um pouco e cozinhar o meu próprio bife de antílope, como aqueles com um ovo “a cavalo”, que eu me habituei a comer na juventude em Angola, já no mata-bicho matinal. Enfim, mas gostos não se discutem... A verdade é que Esaú, como caçador nato, até teria preferido também um belo bifinho de caça, contudo optou pelo caminho de menor gasto de energia ou tomado pela ansiedade não quis dar uma ordem ao estômago para esperar um pouquinho mais...

Isso acontece com muitas pessoas. Quando o que eles mais desejaram na vida, por anos e anos, até com lágrimas de permeio, está prestes a ser realizado ou já se realizou, então, partem para outra solução mais fácil, só porque teriam de realizar um pequeníssimo auto-sacrifício, muitas vezes, só uma breve espera. É o que se pode chamar de “síndrome do medo da felicidade”, como eu já vi escrito num livro que me “passaram a mão”.

Conheço histórias reais como estas:

-        Um casal de noivos, após longos anos de namoro, compra o enxoval, monta a casa e faz os preparativos da boda, quando resolve brigar e terminar com tudo, uma semana antes da subida ao altar.

-        Um homem namorou mais de cinco anos com a mulher dos seus sonhos e uma hora antes da cerimônia de casamento, na hora de ir para a igreja, resolve desaparecer para surpresa e constrangimento da própria família que via na noiva o perfil da esposa ideal.

-        Uma pessoa obtém o seu título de doutoramento, depois de anos de grande renúncia e sacrifício, então, passado um breve tempo, afunda-se num quadro de depressão.

-        Uma mulher sente-se atraída por um homem, porém algumas vicissitudes da vida não proporcionam a união conjugal dos dois; após um casamento mal sucedido, ela reencontra o seu amado e, quando a reunião está prestes a realizar-se, ela parte para experiências alternativas que não sabe se darão em algum relacionamento duradouro, isto é, até prova em contrário, troca o certo pelo incerto.

  Todos os casos anteriores são reais e demonstram que a “síndrome do medo da felicidade” é mais real do que fantasiosa. Só existe uma maneira de fugir dela: acreditar no seu sonho, traçar um plano de ação para realizá-lo com metas ou objetivos específicos e executá-lo pacientemente, sob o impulso do grande combustível que é a fé – “a prova das coisas que não se vêem e a firme certeza das coisas que se esperam”.

Quantas vezes basta um pequeno empurrãozinho ou uma breve espera para o que mais se deseja ficar completamente realizado?!...

Os que sofrem da “síndrome do medo da felicidade” desconhecem que quando algo se idealiza na mente já está realizado no mundo fenomênico, desde que haja um pouco de esforço e paciência para a semente germinar, porque a essência precede a existência. Só os materialistas acreditam no contrário, mas eles não são os maiores exemplos de felicidade.    

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.


quarta-feira, março 18, 2009

O LEÃO E OS CARNEIROS

Alinhar à esquerda
Esfinge egípcia: leão com cabeça de carneiro.

Quando me contaram a lenda intitulada “o leão e os carneiros” eu decidi trazê-la para esta tribuna. Ela leva-nos à reflexão de quem realmente nós somos e o que fazemos aqui.

Um leãozinho recém-nascido ficou órfão e, perdido no mato, foi encontrado por um pastor de ovelhas.

O pastor se encantou com o rebento felino e decidiu levá-lo para ser criado junto com o seu rebanho. O pequeno leão mamou nas ovelhas, tornou-se herbívoro ou vegetariano e comportava-se como mais um dos carneiros do rebanho. Apesar de se ter tornado um jovem muito forte que derrubava facilmente os seus companheiros de rebanho, evitando as marradas dos seus amigos competidores, nas mais diversas brincadeiras, o leão comportava-se como um carneiro. Era um leão com cabeça de carneiro.

Um belo dia, quando todo o rebanho pastava na mais absoluta tranqüilidade, fez-se ouvir grandes rugidos de vários leões e leoas nas proximidades... Todos os carneiros e ovelhas bateram em retirada espavoridos e desnorteados. Só o jovem leão, que fora criado no meio dos carneiros, ficou para escutar encantado aqueles novos sons que calaram fundo no seu ser... Então, após uma longa pausa e encantamento, começou a mover-se no sentido dos rugidos e juntou-se definitivamente à família leonina.

Quando descobrimos a nossa verdadeira natureza, que é a “Natureza Divina” ou “Natureza Búdica”, ou seja, a nossa “Imagem Verdadeira”, então, não voltamos mais a ser o que éramos antes. Queimamos as pontes que ficaram para trás e exclamamos: eis que tudo se fez novo!

Portanto, descubra quem realmente você é e decida SER somente!... Decida manifestar toda a grandiosidade do seu SER!... Nunca mais seja um leão com cabeça de carneiro!...

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.


terça-feira, março 17, 2009

O DESEJO SUBCONSCIENTE DE SOFRER

Muitas vezes, ao acordarmos, decidimos conscientemente: “hoje, vou fazer assim e assim”. Ao fazer um balanço no final do dia, geralmente, verificamos que quase nada aconteceu como tínhamos decidido. Por quê?

Por que é que ficamos com raiva, quando tínhamos decidido conscientemente que isso não voltaria a acontecer? Porque o nosso consciente foi submergido pela insatisfação longamente acumulada no subconsciente. Efetivamente, o pensamento de raiva proveio do subconsciente e aflorou ao consciente.

Por que é que pessoas são malsucedidas na execução de certos planos de vida, seja no amor, nos negócios, etc.? Porque o subconsciente procura a autopunição ou autosacrifício nessa dimensão ou faceta da vida, quiçá, para reparar algum erro cometido no passado próximo ou longínquo... Ou seja, como diz o Dr. Masaharu Taniguchi, o consciente é dirigido pela “trama de autodestruição” do subconsciente. É o desejo subcosnciente ou inconsciente de sofrer! 

Por que algumas pessoas se deixam freqüentemente embalar por esse “desejo subconsciente de sofrer”? Porque elas preferem chamar a atenção dos outros, ao assumir o papel de vítimas do destino, em vez de serem os seus criadores, isto é, recusam a sua maior missão de vida que é a manifestação do seu Potencial Infinito ou Imagem Verdadeira ou Natureza Divina.

Se pararmos um pouco no início do dia para contemplarmos pela meditação a nossa essência, então, eliminaremos progressivamente da nossa mente “o desejo subconsciente de sofrer”! Se você aprofundar a convicção de possuir a natureza divina, não terá mais temor, nem fracasso, nem infelicidade, nem solidão e será dominado pelo estado mental de que nada é impossível, que todos os seus sonhos já são realidade!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

segunda-feira, março 16, 2009

A MENTE E O DESTINO

Sydharta Gautama, o Buddha, nos lembra: “Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o mundo”. E, ainda, acrescenta: “O teu pior inimigo não te poderá fazer tanto mal como podem fazer os teus próprios pensamentos, sem controle”.

Estou totalmente de acordo com esse texto da sabedoria milenar budista e freqüentemente me lembro dele nos momentos mais cruciais da vida, quando tenho que fazer escolhas – aliás, quando enxugamos a nossa vida de superficialidades, verificamos que na essência ela é somente constituída de escolhas – que selam o destino.

Sobre o mesmo assunto, o seguinte texto de Masaharu Taniguchi, ainda, é mais enfático: “Você está diariamente construindo o seu destino através da sua própria atitude mental”; ele também acrescenta que a nossa “mente” é a “soma total de ideologia, pensamentos, sentimentos, idéias habituais, crenças e que temos”. Portanto, a construção do destino não é só feita com o pensamento. Quantas vezes no desenrolar do dia acabamos inconscientemente fazendo exatamente o contrário do que foi planejado conscientemente, bem cedo pela manhã?

Realmente, o que conta para o nosso destino é o cultivo da nossa “MENTE” que “é uma espécie de onda vibratória espiritual”, ou seja, o que a sabedoria bíblica chama exatamente de “ALMA”, ao afirmar que o homem “como imagina em sua alma (mente), assim ele é” (Prov. 23:7).

Se a cada dia, refletirmos e corrigirmos os nossos pensamentos e sentimentos, e orientarmos o estado espiritual para a alegria e harmonia, então, o nosso destino só poderá melhorar cada vez mais!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, março 15, 2009

VIVER COMO O RELÓGIO DE SOL

Quando me levantei, às 6 horas, dirigi-me à janela e logo vi os raios do sol exuberantes por trás das montanhas. Eles me deram a idéia de um dia luminoso e brilhante, apesar do prognóstico dos meteorologistas de que em breve os dias invernosos se apresentariam sombrios, com muito frio, geada, etc.

Às sete horas, após a meditação, retornei à janela e pude ver um sol que se elevava esplendoroso e me fez sentir no rosto a sua energia calorífica, que não dispenso e me faz sentir saudades dos dias de infância africana.

Ao ver aquele sol, lembrei-me da mensagem de sabedoria do relógio de sol. Ele só registra os momentos brilhantes do dia. Os momentos sombrios são simplesmente ignorados pelo relógio de sol. Assim devemos ser nós! Marcar os momentos de brilho da nossa vida e esquecer os que nos mergulham nas trevas.

Ser como o relógio de sol é tudo uma questão de escolha. Logo, ao acordar, eu posso escolher ficar de bom humor ou ficar de mau humor. Ao encontrar as primeiras pessoas, já dentro de casa, posso escolher dar-lhes um bom dia caloroso e sorridente ou acolhê-las com um ar carrancudo. Ao me dirigir ao trabalho, posso escolher sentir gratidão por ele ou sentir enfado por ter uma atividade que espera o bom desempenho do meu talento e capacidade. Enfim, quando enxugamos a vida, só ficam escolhas e enquanto faço essas escolhas posso ser como o relógio de sol ou não. Posso reconhecer o brilho e a utilidade de cada situação para a minha edificação pessoal, ou marcar o lado sombrio que possa eventualmente projetar mentalmente a partir dela.

Ser como o relógio de sol é decidir marcar a projeção dos raios brilhantes da minha Imagem Verdadeira, a “natureza divina” ou “natureza búdica” que está em mim, relembrando constantemente os 5 princípios de vida propostos por Mikao Usui:

Só por hoje,

Não se zangue,

Não se preocupe,

Expresse sua gratidão,

Seja aplicado em seu trabalho,

Seja gentil com os outros.

Embora seja mais fácil pregar princípios do que viver de acordo com eles, decidamos só por hoje imitar o relógio de sol. Lembrar só os momentos brilhantes, isto é, encontrar motivos para não nos zangarmos, não nos preocuparmos com o futuro, expressarmos a nossa gratidão pelo que somos e temos, sermos aplicados no nosso trabalho e cultivarmos a harmonia com quem convivemos.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka

sábado, março 14, 2009

SEMENTES DE INFELICIDADE

A felicidade é essencialmente um estado de espírito. As pessoas, muitas vezes, dizem: “a melhor maneira de ser feliz é fazer os outros felizes”. Eu discordo totalmente e digo que só podemos fazer os outros felizes se estivermos felizes, porque a felicidade é um estado de espírito. Assim, eu devo primeiro ser feliz para fazer outros felizes. Isto é pura lógica que não merece contestação...

Por isso, a causa da infelicidade nunca deve ser atribuída aos outros, pois ela nasce nas profundezas do nosso ser. Se não extinguirmos e extirparmos as causas da infelicidade no nosso íntimo, então, nunca seremos felizes.

Masaharu Taniguchi afirma que “o destino de uma pessoa é infeliz porque sua Imagem Verdadeira ainda não despertou”. Esta Imagem Verdadeira é o “Reino de Deus” dentro de nós de que nos falou Jesus Cristo. É a “Natureza Búdica” de que nos falou Budha Sakyamuni. Despertar para a manifestação dessa nossa Imagem Verdadeira é alcançar a iluminação.

A pessoa não iluminada vive na “ilusão”, isto é, pensa ser existente o que é inexistente, atribui força ao mal que não existe no mundo da Essência, vive só em função dos sentidos, no mundo fenomênico que é o mundo das sombras e não no mundo da Realidade duradoura. A falta de iluminação e de conhecimento da própria Imagem Verdadeira ou Natureza Búdica é a causa da infelicidade.

A pessoa infeliz, por não estar desperta, acredita nas próprias ilusões como se elas fossem verdadeiras e fossem portadoras de felicidade. Logo, faz escolhas erradas que retroalimentam o ciclo de infelicidade. Isto é pura ausência de Sabedoria.

A identificação das “ilusões” que nos levam à infelicidade pode ser feita mergulhando no subconsciente e inconsciente que são o banco de dados das ações e memórias do passado que condicionam as nossas escolhas no presente. Esse banco de dados é o que algumas correntes filosóficas e religiosas chamam de “carma”. Para melhorar o nosso destino devemos seguir o seguinte conselho:

Precisamos compreender que as pessoas agem e pensam de acordo com o carma que trazem do seu passado. É preciso pesquisar a origem do carma e procurar um meio de resgatar as dívidas do passado, melhorando assim o destino. (Dr. Masaharu Taniguchi). 

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka

sexta-feira, março 13, 2009

O AMOR E O KARMA

Carma ou karma – "ação" – é um termo das religiões orientais para expressar um conjunto de ações dos homens e suas conseqüências. Na Física equivale à lei da igualdade da ação e reação, que diz: "a toda ação corresponde uma reação equivalente, em sentido contrário". Poderíamos chamá-la de “lei da causalidade”. Assim, para qualquer ação tomada, o ser humano pode esperar uma reação. Se praticar o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticar o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, a lei pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas conseqüências. O cristianismo a expressa nos seguintes termos: “o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7). Ou, como eu prefiro no enunciado do budismo tibetano: “as ações virtuosas e as prejudiciais causam seus resultados inevitáveis”.

Stormie Omartian referiu-se à lei do carma ou da causalidade nos seguintes termos: “Tudo o que você faz conta. Contará para a vida ou para a morte”.

Existe um outro trecho literário que eu acho muito interessante que diz:

-        “Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se uma mensagem. Por falta de uma mensagem, perdeu-se uma batalha. Por falta de uma batalha, perdeu-se um reino. Tudo por falta de um prego”.

Realmente, a nossa a vida é assim! O que nos acontece é decorrência da atitude que adotamos. Se a nossa atitude não for correta, tudo se perde!

Recentemente, li alguns conceitos sobre o carma em relação à união amorosa, os quais eu passo a resumir de seguida.

Embora qualquer pessoa não lembre o seu parceiro ou parceira é conhecido (a) há muito tempo, ou seja, eles se encontram para ajustar algumas contas ou dívidas que contraíram em vidas passadas. Assim, a frase “parece que já nos conhecemos de algum lugar” não é um simples galanteio, mas quer expressar a relação antiga que já existiu entre duas pessoas.

Mesmo que um homem e uma mulher tenham compartilhado o mesmo carma, e mesmo que sintam violenta atração um pelo outro, pode ocorrer que a união conjugal dos dois seja inconveniente antes de um momento bem determinado. A existência de carma não conduz necessariamente à união dos dois. É preciso que os dois estejam maduros para a união acontecer, no lugar certo, e que esse enlace proporcione uma oportunidade para a evolução da alma. Apesar das duas pessoas serem metades de uma mesma Alma, pode ser que para uma delas a união com uma terceira pessoa lhe traga um maior progresso espiritual, quiçá, mesmo através de uma experiência de sofrimento.

Enfim, mesmo quando há a certeza de que um homem e uma mulher são partes ou metades de uma mesma Alma, e que existe um carma a uni-los irremediavelmente, diversos fatores podem desaconselhar a união conjugal dos dois:

1.    Quando na vida atual, cada um precisa passar por experiências diferentes, no caso, mais importantes do que a união conjugal.

2.    Quando um dos dois é espiritualmente imaturo, não estando ainda preparado para acompanhar a evolução espiritual do outro;

3.    Quando o casamento acaba constituindo-se em continuação de uma série de erros mantidos desde a vida anterior, por isso, para tais erros, a penalidade durante a nova união tornar-se-ia um peso excessivo;

4.    Quando uma pessoa evolui espiritualmente melhor enquanto se mantém solteira, mesmo que seja só por algum tempo.

Que a sabedoria de cada um retire o melhor do que foi escrito anteriormente.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quinta-feira, março 12, 2009

SOLTE AS AMARRAS E QUEBRE AS PONTES

As amarras tolhem os nossos movimentos, nos prendem onde estamos e nos impedem de avançar... Por sua vez, as pontes que acabamos de atravessar nos convidam a olhar para trás de forma nostálgica ou saudosista e a sua lembrança contínua é um convite a retroceder e nos impede de usufruir a caminhada, que ocorre e se apresenta convidativa à nossa frente.

Só existe uma maneira saudável de lidar com esses dois tipos de limitações: a decisão inexorável pela ruptura definitiva.

Buda dizia, com razão: “a vida é impermanente!” Hoje, sei pela experiência terrena vivida que aqui tudo passa e nada permanece! O sábio Rei Salomão até arriscou, em Eclesiastes 3:1-8, referindo-se à nossa condição terrena:

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”.

Se há pessoas que você gostaria que avançassem mais decididamente e o não fazem, então, encare-as com tolerância e entenda que as suas amarras são provisórias, pois tudo é “impermanente”. Por outro lado, se outras retrocedem depois de terem começado a avançar, então, compreenda que isso acontece sobretudo porque elas ainda não adquiriram a coragem suficiente para superar certos obstáculos e, na sua insegurança, preferiram não derrubar certas pontes do passado que lhes proporcionam uma rota de fuga para trás que julgam segura, em caso de dificuldade na nova senda que decidiram experimentar. Estas não empenham todo o seu ânimo na realização de um objetivo primordial e preferem deixar pontes que as ligam a situações anteriores de conforto, quando as dificuldades para a superação de obstáculos as convidem a olhar para trás e retroceder. De qualquer modo, todas essas pessoas preferem viver agarradas à sua “zona de conforto”, que muitas vezes as fazem sentirem-se infelizes.

Embora, ninguém possa fugir da missão para a qual veio aqui, sob pena de optar pela infelicidade – que é um estado de espírito inquieto e insatisfeito – é bom ter esperança em dias mais brilhantes e de maior crescimento, pois como diz a sabedoria salomônica: “tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”...

Hoje, queimei a última ponte que me convidava a retroceder nostalgicamente a um passado que se foi e não voltará jamais... Por isso, escrevi sobre este tema...

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.