QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

domingo, maio 31, 2009

O SENTIMENTO PROFUNDO

Shakyamuni Buddha um dia afirmou: “os três mundos são a manifestação da mente”. A “mente” citada por Buddha não se refere à mente das funções racionais ou cerebrais. Se analisarmos o contexto da frase concluiremos facilmente que Buddha se referiu a um “sentimento profundo”. É uma vibração que existe no nosso interior, muito antes de se manifestar como pensamento e ação.

Por exemplo, o sentimento amoroso que levam um homem e uma mulher a se considerarem como “metades de uma mesma Alma” e os levam a assumir uma vida a dois em que chegam a considerar-se um só Ser é algo inexplicável que transcende a lógica e que não é usufruído por todos porque só pode ser alcançado por quem tem percepção e visão espiritual. Não é teoria, não é ciência, nem pode ser engendrado por esforço elaborado do raciocínio. É, antes, um “sentimento profundo” que brota do íntimo da nossa alma, onde fincou raízes profundas e inamovíveis. Ele é “força criadora”, sempre quer manifestar-se, encontra a pura felicidade no ato de se expressar e, quando esta criação não ocorre, gera algum tipo de frustração acumulada no nosso subconsciente... Em suma, este “sentimento profundo” pode não estar estruturado de modo claro e lógico de forma consciente no nosso cérebro, porém tem a sua origem mais remota na “ideia” que assenta moradia nas profundezas da nossa alma e sempre quer assumir o comando da nossa vida pelo agir consciente.

A “ideia” que origina o “sentimento profundo” transcende o conceito comum de representação mental de alguma coisa. O Dr. Masaharu Taniguchi, precursor do “Movimento de Iluminação da Humanidade”, esclarece as características e funções dessa “ideia” geradora de Vida, que suplica por manifestar-se:

“A ideia é a mais poderosa força emocional que se manifesta do interior para se concretizar. Essa ideia, por mais vezes que fracasse na tentativa de se manifestar no mundo fenomênico, não deixará de tomar forma algum dia, tal como a ideia da rosa que, não importa quantas vezes murchem as suas flores, não deixa de florescer quando chega outra primavera. A ideia é eterna. Desde que a ideia não seja perdida, por mais transformações que ocorram, a forma original acaba por ressurgir”.

Em conclusão, quando identificar a “ideia”, não deixe de seguir as suas diretrizes! Por favor, não permita que a ideia seja perdida!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, maio 24, 2009

REALIDADE-ILUSÃO E VERDADE-MENTIRA

Hoje, durante as minhas leituras matinais, costumeiramente, a partir das 5h30, chamou-me à atenção de forma especial e incisiva a seguinte passagem da Sutra Sagrada “Chuva de Néctar da Verdade”:

Cuidai para que não vos apegueis à ilusão.

A Realidade é Eterna, por isso não perece.

A ilusão é efêmera e em breve se desfaz.

A Realidade porque é livre, não conhece sofrimentos;

a ilusão, porque é uma forma de apego, é farta de dores.

A Realidade é Verdade, a ilusão é falsidade.

A Realidade transcende os cinco sentidos, transcende inclusive o sexto sentido e não se projeta à percepção do homem.

Uns passos mais à frente, a mesma sutra esclarece o que é ilusão:

Supor existente o que é inexistente, nisto consiste a ilusão.

... A ilusão é ausência de Luz porque é o oposto da Verdade.

A ilusão é irreal porque se opõe a Realidade.

Tivesse a ilusão existência real, a dor e a angústia que nascem da ilusão teriam também existência real.

Porém, porque a ilusão é ausência da Realidade, dor e angústia são apenas pesadelos que certamente se desfarão e não são a Realidade.

O mais importante que pode ser apreendido dos textos acima é que a ilusão é uma mentira que só podemos extinguir radicalmente e de forma instantânea quando enxergamos com os olhos da nossa mente-espírito, ou sexto sentido, a nossa natureza divina que é LUZ, quando entramos verdadeiramente no Reino de Deus que está dentro de nós, como nos falou o nosso maior Mestre Jesus Cristo. Enfim, também, de acordo com o texto, é bom frisar que viver na mentira e, principalmente, mentir para si próprio é a maior fonte das nossas dores e angústias.   

A verdade nunca deve ser encoberta nem mesmo com meias palavras, que é a mentira por omissão. A mentira, mesmo que momentaneamente coloque um sorriso no nosso próprio rosto ou no dos outros, fatalmente, desembocará em dores e angústias, porque ela conduz à ilusão que impede a revelação da nossa Imagem Verdadeira, a Natureza Divina em nós, por isso, atrasa o nosso autoconhecimento e auto-aperfeiçoamento. É isso que é viver na ilusão, ou seja, impedir a manifestação da nossa condição de Filhos de Deus (Seres Búdicos) perfeitos e maravilhosos. Por mais dura que seja a verdade, ela deve ser sempre assumida. A mentira aprisiona o espírito na rede da ilusão, o que só induz ao acúmulo de tendências negativas na nossa imaginação ou subconsciente, que sempre vence a vontade ou o nosso esforço, por mais carregados de positividade que estes sejam.

Meus amigos e amigas: quando não temos nada a esconder, é que descobrimos a verdadeira liberdade! É o que nos ensinou Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!”. E a maior das verdades é esta: você é Filho de Deus perfeito e maravilhoso, INFINITAMENTE pleno de sabedoria, amor, vida, prosperidade, alegria e harmonia! Esta é a Força Infinita que existe em nós e que extingue a ilusão geradora de infelicidade e angústias. Então, diga comigo: Xô ilusão! Xô falsidade!  

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

terça-feira, maio 12, 2009

COMO DAR UM IPPON NA TRISTEZA

Os princípios filosóficos que inspiraram o japonês Jigoro Kano em 1882, quando da idealização do judô, foram três: 1) Princípio da Máxima Eficiência com o mínimo de esforço (Seiryoku Zen’Yo); 2) Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos (Jita Kyoei); 3) Princípio da Suavidade, ou seja, o melhor uso de energia (Ju).

O Ippon é o golpe mais rápido e eficiente do judô que coloca o adversário definitivamente fora de combate. O árbitro do judô geralmente anuncia o Ippon nas situações seguintes: 1) quando um competidor assume pleno controle do combate por projetar o adversário claramente de costas com considerável força e velocidade; 2) quando um competidor mantém o adversário imobilizado durante um tempo prolongado; 3) quando um competidor desiste, batendo 2 vezes ou mais com a mão ou pé ou dizendo Maitta, geralmente como resultado de uma técnica de imobilização; 4) quando um competidor está incapacitado.

Face às sugestões ou dificuldades negativas da vida – pois há as positivas que são desafios e convites ao crescimento – deveríamos aplicar os princípios filosóficos do judô e visar a eliminação rápida e eficiente de qualquer situação destrutiva por golpe de Ippon.

Na situação triste que vivi nos últimos dias lembrei-me dos combates de judô que adoro presenciar pela TV, principalmente, durante as Olimpíadas, e comecei a pesquisar como poderia dar um golpe de Ippon na tristeza. Encontrei o seguinte texto que serve perfeitamente ao meu objetivo:

A vida que se aloja no ser humano é Vida de Deus. O homem foi criado originariamente para ser feliz e alegre... A verdadeira alegria e felicidade são coisas que nascem do nosso interior. O homem é Filho de Deus e possuidor de alegrias e felicidades internas que podem ser despertadas e exteriorizadas a qualquer momento. Chame e exteriorize sempre a alegria e a felicidade que se alojam em você. Assim, poderá sentir a alegria e a felicidade eterna, sem se abalar. O método de exteriorizá-las consiste em louvar a si próprio como sendo Filho de Deus, louvar também os seus semelhantes como Filhos de Deus e agradecer todas as coisas(Dr. Masaharu Taniguchi, em “Convite à Prosperidade”, v. 1, p. 151, 152).

Então, vamos recordar os passos que podem levar ao Ippon que elimina radicalmente a tristeza e suas consequências maléficas: 1.  Louvar a si próprio por ser Filho(a) de Deus; 2. Louvar todos os semelhantes como Filhos(as) de Deus; 3. Agradecer todas as coisas, incluindo as adversidades.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quarta-feira, maio 06, 2009

O AMOR LIBERTA, NÃO ENCARCERA

Escrito por Daisaku Ikeda em http://www.estadodebuda.com.br  

Para qualquer pessoa saudável, é muito natural apaixonar-se assim como é para as plantas florescerem na primavera.

Mesmo sendo livres para nos apaixonar ou para sentirmos atraídos por alguém e, embora a ninguém esteja correto invadir os assuntos alheios, eu gostaria de explicar o quanto é importante não perder de vista o esforço pelo nosso desenvolvimento pessoal.

 Claro que no amor não há regras, assim como no matrimônio e ninguém tem o direito de restringir o outro de maneira alguma. Mas causa muita pena ver uma mulher envolvida em relações frívolas causadoras de sofrimentos e angústia, quando deveria ser plenamente satisfeita e feliz.

Meu mestre dizia que quando uma mulher estabelece relações partindo de sua própria dignidade, todos os problemas se resolvem. Ao contrário, quando uma mulher adota uma atitude impensada, e toma o amor de maneira apressada, invariavelmente termina por lamentar-se e sofrer. Por suposto, isto não se aplica apenas às mulheres.

Para mim, o amor deveria ser uma força para nos ajudar a expandir nossa vida e fazer emergir nosso potencial com nova vitalidade. Mas, ainda que isto seja o ideal, muito freqüentemente perdemos a objetividade ao nos apaixonar. No entanto, há perguntas que valem a pena fazer: Essa pessoa me inspira desejos de trabalhar mais e melhor ou me distrai do que tenho que fazer?

Sua presença me estimula a redobrar a dedicação a minhas atividades, a ser uma pessoa melhor? Ou esta pessoa se converteu no centro de minha vida e tende a obscurecer todo o resto? Se estão descuidando de sua missão na vida, se devido a uma relação sentimental esquecem o propósito de sua existência como sujeitos autônomos, temo que tenham tomado um caminho equivocado.

Em uma relação saudável, cada membro do casal anima o outro a alcançar suas metas pessoais e ao mesmo tempo compartilham os mesmos sonhos e aspirações. Uma relação de amor deve ser motivo de inspiração, vitalidade e esperança. Em vez construir um relacionamento fechado, um mundo onde só há um lugar para dois, é muito mais saudável que cada um aprenda com as virtudes e qualidades do outro e mantenha o esforço de aprimorar-se e desenvolver-se a si mesmo. Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, escreveu: "O amor não consiste em duas pessoas que olham uma para outra, mas sim em duas pessoas que olham juntas para a mesma direção".

Mesmo que alguém use o amor como fuga, a euforia não durará por muito tempo. O choque com a realidade trará dores e tristezas. Dito de outra forma, não há como fugir de si mesmo. Quando uma mulher persiste em sua própria fragilidade interior, o sofrimento a perseguirá por onde quer que ela vá. É duro reconhecer, mas nenhum ser humano pode encontrar a felicidade se não começar por transformar o seu interior. Além disso, a felicidade não é algo que alguém possa dar aos outros; não é algo que o ser querido venha a nos outorgar.

Cada um tem que construí-la por seus próprios meios. E a única maneira de fazê-lo é desenvolvendo nossa personalidade e nossos valores como seres humanos, desdobrando-nos ao máximo em nosso potencial interior.

Muitas vezes, em nome do amor, sacrificamos nosso próprio crescimento e nossas capacidades, porém, dessa forma, jamais haverá uma felicidade que resulte convincente e satisfatória. Ainda que minhas palavras pareçam estritamente paternais, gostaria de dizer algo sobre as mulheres jovens que têm a tendência a ser vulneráveis à sedução de seu parceiro.

Quando isso acontece, a mulher exibe um aturdimento, uma percepção distorcida das coisas, que a leva a se comportar como se houvesse perdido a faculdade de tomar decisões equilibradas e serenas. Como geralmente são as mulheres que saem mais feridas, creio que têm todo o direito do mundo de valorizar ainda mais sua dignidade e a buscar seu bem-estar de forma irrenunciável. Por essa razão, penso ser fundamental às mulheres jovens fortalecerem o respeito em direção a si mesmas e adquirirem uma sólida força interior.

Quando uma mulher busca aprovação, constantemente, não faz nada mais do que degradar-se frente a si mesma e às demais pessoas. Se num contexto amoroso, não se sentem tratadas como pede seu coração, espero que atuem com coragem e dignidade: é melhor correr o risco de estar só por um tempo, antes de aceitar uma relação que as façam infelizes.

O amor verdadeiro não nos torna dependentes das pessoas. Ele só pode ter lugar entre dois seres humanos fortes e seguros de sua individualidade. Quem possui uma visão egoísta e uma visão superficial da vida só poderá construir relações superficiais. Se querem experimentar o amor verdadeiro, não têm por que submeter-se ao que o outro deseja que façam ou fingir ser quem não são. O amor ideal só é possível entre duas pessoas sinceras, maduras e independentes. 

Gratidão e objetivos comuns: os ingredientes para uma convivência feliz.

Como deve comportar-se marido e mulher? Não é uma pergunta fácil de responder. Às vezes, as circunstâncias conspiram de um modo estranho. Vê-se casais que terminaram se divorciando por causa da riqueza ou de uma vida fácil. Ou ocorre também que um período assinalado por todo tipo de problemas- ao mesmo para quem vê de fora- resulta ser a época de maior felicidade para um casal e motivo do fortalecimento de sua união.

Mas a diferença da atração, que muda com o vaivém das situações, do verdadeiro amor, concebido como um vínculo mais profundo que pode unir dois seres humanos, é algo que desenvolve a força de enfrentar tormentas. É claro que isto não significa que uma das partes deva ceder sempre às exigências do outro, ou que a felicidade de um possa construir-se às custas do companheiro.

 Nem o marido deve ser o centro da relação nem tampouco deva ser a mulher. Em um matrimônio sólido não interessa se alguém ocupa o lugar de liderança, nem quem se sacrifica para que o outro logre o êxito ou a felicidade. Assim como uma bela canção é a fusão harmoniosa entre música e poesia, do mesmo modo a vida em comum requer igualdade entre marido e mulher para que ambos, juntos, possam interpretar a magnífica melodia da vida.

A linda melodia que resulta na união entre dois companheiros de vida

 Essa é a pergunta... Perguntam-me quais são os principais ingredientes de uma convivência profunda e harmoniosa. Pois bem, remeto-me a minha experiência de vida: as coisas mais importantes são o agradecimento e a existência de um objetivo em comum.

Se me permitem uma comparação, as famílias de hoje em dia são como um avião em vôo, chacoalhando por causa dos ventos que mudam constantemente: os co-pilotos têm a responsabilidade de levar o avião ao destino, sem acidentes, para deixar a salvo sua perigosa carga. A estabilidade de um avião em vôo exige uma firme direção, uma propulsão potente e um esforço constante. E, como é evidente, para que um avião aterrisse a salvo é indispensável que ambos co-pilotos mantenham a vista na mesma direção.

 Este é um bom momento para contar uma história. Havia uma mulher que levava muito tempo prostrada na cama, com uma profunda depressão. Um médico conhecido da família, bom conhecedor da situação, aviou uma receita e entregou-a ao marido. Quando o homem leu as indicações, surpreendeu-se muitíssimo pois o doutor havia escrito: "Quando seu esposo lhe der o remédio, beba-o depois de dizer-lhe 'Obrigada', três vezes". Pareceu-lhe uma prescrição meio estranha, mas como estava sublinhada, antes de tomar o remédio agradeceu o marido, de forma especial, três vezes. Então ela se deu conta de que há muito tempo não usava essa palavra para seu companheiro. À medida que começou a pôr em prática esta "terapia do agradecimento", sua saúde e felicidade foram retornando pouco a pouco. Uma humilde expressão de gratidão torna uma pessoa bela, não só de coração mas também o seu aspecto físico. 

Nem há necessidade de esclarecer que esta lição também se aplica aos esposos!

Os ingleses têm um provérbio que encerra uma certa cota de sabedoria: "Abrir os olhos antes do matrimônio e semi cerrá-los depois de casar-se." Tanto o marido como a mulher devem esforçar-se para serem tolerantes, e para terem um coração magnânimo na hora de perdoar as faltas e erros menores que comete o companheiro. Quando alguém é julgado e criticado o tempo todo, custa muito ter desejos de mudança, mesmo sabendo que a crítica é pertinente.

Há uma outra história que diz muito sobre o amor entre marido e mulher. Recomendo que leiam o conto "O Presente de Natal", de O. Henry. Nele o autor conta a história de Della e Jim, um casal jovem e pobre, que vivia em um quarto alugado, quase sem móveis. Era véspera de Natal, e ambos estavam pensando que presentes iam dar um ao outro, como mostra de seu amor. Ela queria presentear seu marido com uma corrente para prender ao relógio de ouro que herdou de seu avô e que lhe causava tanto orgulho. A corrente custava vinte e um dólares mas ela só tinha oitenta e sete centavos. A única coisa que podia vender eram seus cabelos castanhos, de brilho intenso e tão compridos que chegavam até os joelhos. Para Della, como para quase toda mulher, os cabelos são um atributo feminino muito apreciado. Mas fez o sacrifício de vendê-los a um fabricante de perucas e com o dinheiro comprou uma magnífica corrente de prata.

Chegou em casa com o coração na boca e aguardou, ansiosamente, o regresso do marido. Quando ele a viu, com uma expressão muito séria, lhe entregou o presente que lhe havia comprado: um par de lindos enfeites de tartarugas marinhas para adornar seus cabelos. Della, então, tratou de consolá-lo assegurando-lhe que eles cresceriam depressa enquanto lhe dava a corrente de prateada. Jim desmanchou-se no sofá e lhe disse, com uma risada: "Della, guardemos nossos presentes de Natal por um tempo. São belos demais para que o usemos agora. Vendi meu relógio para comprar-lhe os enfeites". Nesta história, cômica e patética, os presentes são um símbolo do amor profundo que existe entre os dois. Cada um sacrificou algo muito querido para comprar para seu companheiro um presente apropriado. Mas ao trocar os pacotes, vêem que não há mais relógio ao qual pendurar a corrente, nem há mais cabelos castanhos para adorná-los com os enfeites. Ambos os presente tornaram-se inúteis para eles. Um casal jovem e moderno diria que se houvessem tomado a precaução de conversar de antemão sobre os presentes, haveriam se prevenido de um gasto inútil. Mas a história põe em relevo algo que transcende esse tipo de lógica calculista: ilustra a beleza do amor profundo entre dois seres que compartilham a vida.

O amor indestrutível irradia a beleza de um destino compartilhado

O amor pode adotar um milhão de formas distintas. Às vezes, para quem olha de fora, o marido parece ser insuportavelmente autoritário e, no entanto, o casal se mantém unido com um grau de harmonia surpreendente. Em outros casamentos, a mulher sempre parece impor sua vontade, e não obstante, a convivência transcorre fluindo em clima de paz. Na realidade, as aparências externas não são importantes. Tenho sentido, sempre, que quando um casal compartilha durante um longo tempo as alegrias e os dissabores da vida, entre ambos se forma um vínculo muito profundo, que não pode ser cortado por forças externas. Não estou falando do amor direto e aberto que circula num casal jovem, mas de um sentimento muito vasto e profundo, arraigado em um destino compartilhado e construído a dois.

Tenho visto este tipo de amor em uns vinte ou trinta casais mais velhos, e tenho sentido a atmosfera de indescritível plenitude e maturidade que estas pessoas irradiam ao seu redor. Nestes casais, não encontraremos as lamentações de certas pessoas idosas. E ainda que tenham tido uma vida difícil, em seu rosto não há indício, nem um tom de tristeza. O que transmitem é uma poderosa sensação de segurança de si mesmas e independência: a que colheram duas pessoas que conseguem atravessar juntas as horas mais difíceis da vida, agradecidas e conscientes do tempo lhes resta para seguir caminhando juntas.

Em uma boa convivência, o apoio do companheiro se baseia na valorização, na confiança e no agradecimento ao invés dos inimigos maiores que atentam contra o desenvolvimento do ser querido: a queixa, o capricho, a crítica e o menosprezo. Qualquer mulher que se baseie numa fé firme e comprometida poderá desenvolver sua sabedoria inata e a manifestará com palavras positivas e calorosas. Se me permitem uma observação, os benefícios de um coração caloroso e encorajador só se têm a longo prazo, mas as conseqüências de uma atitude fria, ingrata ou queixosa sente-se imediatamente.

Nitiren Daishonin disse que quando somos encorajados e elogiados, desejamos nos sacrificar ilimitadamente e não economizamos esforços para isso. Mas quando somos censurados, o ressentimento nos leva a causar a nossa própria ruína. Tal, disse Buda, é o valor das palavras de encorajamento.

A fé se traduz em um coração profundo e sábio, propenso a valorizar o esforço alheio e gerar boa vontade no ambiente ao seu redor. Esta sabedoria encontra expressão de maneiras concretas, e é a que nos conduz a mudar nosso enfoque quando estamos equivocados. Em suma, é o que determina uma diferença crucial para a convivência: a que há entre oferecer soluções e acrescentar problemas. Isso, falo como homem: quando o marido chega em casa extenuado e carregado de tensões, ao fim desta "guerra" que é luta pelo sustento, lhe asseguro que o que mais necessita é atenção, diálogo e encorajamento: estas são as coisas que permitem, no dia seguinte, seguir desdobrando-se em seu esforço e sua capacidade.

Ao mesmo tempo, quando os filhos retornam da escola, o que desejam receber é a ternura e a harmonia de sua mãe. Ao escutá-los e abraçá-los com paciência, ela consegue fazer com que sintam que "está tudo bem", ainda que o dia de aula tenha sido povoado de maus momentos e das dores de crescimento. Às vezes não saber detectar estas duas funções leva as mulheres a descuidos, assoberbadas que estão pelos atropelos da vida cotidiana.

Eu entendo bem a situação: chegam extenuadas pelo dia de trabalho e apenas têm forças para lutar contra o seu próprio cansaço. Não lhes parece justo ter que atender, em primeiro lugar, os outros. O coração de esposa e de mãe se fecha, e isso produz um dano para toda a família, como uma instalação que fica sem um fio ligado à terra. Mas o amor é uma força muito poderosa que a mulher leva consigo. Quando as mulheres saem em busca desse coração e superam as tendências negativas, são elas mesmas as primeiras a se sentirem melhor e, quase de forma instantânea, a família parece voltar a resplandecer e a crescer em equilíbrio.

A mulher é, por natureza, protetora da vida e criadora de valores. Por isso protege e defende a paz e a harmonia, consciente do muito que está em jogo. Essa função harmonizadora é um fator primordial para edificar uma convivência frutífera e duradoura. É a chave do casamento e do lar. 

A harmonia é felicidade em si mesma

Se a felicidade é o sentimento a que todos aspiramos em nossa vida individual, então a harmonia é a forma que as pessoas têm de serem felizes quando estão juntas, sejam apenas duas ou uma grande multidão. É a capacidade de harmonizar os quatro estados baixos: Inferno, Fome, Animalidade e Ira. Quando nossa vida joga âncoras em qualquer uma dessas condições subjetivas, não só é impossível harmonizar, como também encontramos um certo gozo perverso no conflito e na desarmonia. Nossa consciência moral nos diz que deveríamos harmonizar, nosso coração nos adverte que estamos sofrendo, mas assim como em todo resto, nos estados baixos sentimos apego pela confrontação e pela discórdia.

Quando vivemos sem quebrar os limites que nos impõe nossa debilidade, atuamos e reproduzimos padrões de desarmonia, que não só se referem à conduta, como também às palavras que saem de nossa boca e aos pensamentos que povoam nossa mente.

Para criar harmonia não basta fazer uma declaração de vontade nem empreender um esforço intelectual. O desejo espontâneo e genuíno de harmonizar, de ser feliz com os outros, só é possível quando elevamos o estado de Vida. Neste desafio permanente, cada mulher faz emergir os recursos da Budicidade que leva consigo.

Na realidade, a harmonia entre os seres humanos não é um estado exterior nem é uma função das circunstâncias, senão o esforço que nasce em cada um de nós. Por isso, mais que a harmonia, o que conta é a capacidade de sua conquista que exige um trabalho permanente de autodisciplina e de estrita observação interior. A ausência de harmonia produz angústia e incerteza no coração da mulher. E sua causa fundamental é a ruptura entre o "eu" e o resto do mundo. Quando estes laços se quebram, o espírito cai até os estados mais baixos. As situações cotidianas se enchem de sofrimento e as relações se contaminam de inimizade. A harmonia, pelo contrário, produz uma alegria indescritível. O Sutra de Lótus elege uma imagem perfeita para descrever a harmonia, quando mencionamos a sincronia entre a dança e a música. Nenhum de nós existe só; todas as pessoas que nos rodeiam são parte de nós mesmos. Já que somos nós mesmos quem geramos e definimos nosso meio ambiente circundante, nosso coração "salta de júbilo", "nos colocamos de pé e nos lançamos a dançar", e assim "brincamos de felicidade".

 A verdadeira harmonia jaz dentro da mulher. Não é algo que devemos esperar dos outros nem que possa mandar que os outros a tenham. Por isso, o presidente Josei Toda dizia: "A chave da união harmoniosa jaz no espírito de levantar-se por decisão própria, sem depender de nada e nem de ninguém".

sábado, maio 02, 2009

A LEI DA MENTE E A LEI DA FÉ

Recentemente entrei numa floricultura e entre todos os arranjos de flores chamou-me a especial atenção um vaso que continha uma azaléia. Essa planta que retrato acima está em plena eflorescência e encantou-me por me parecer que entoava canções de louvor a mim, isto é, à minha Vida de Filho de Deus. A beleza que reconheci na azaléia, em detrimento de outras flores, certamente, não foi mais do que o reflexo do modelo de beleza contido na minha mente.

“Os três mundos são unicamente a manifestação da mente”, de acordo com Shakyamuni Buddha. Se esta filosofia budista é verdadeira, então, é pelo domínio da Lei da Mente do “semelhante atrai semelhante” que poderemos manipular livremente os “três mundos” e regular a nosso bel-prazer o que se convencionou chamar de destino.     

É importante discernir o que o budismo entende por “três mundos”. Algumas linhas do budismo adotam basicamente a cosmologia hindu, em que o universo é dividido em três mundos ou existências: mundo sensível (kama-bhava), mundo das formas (rupa-bhava) e mundo informe (arupa-bhava). O mundo da existência sensível (kama-bhava) engloba o planeta que conhecemos, acima, os céus habitados pelas divindades superiores (devas) e, abaixo, os ínferos, habitados pelas divindades inferiores (asuras) e espíritos de homens e animais (pretas). O mundo da existência formal (rupa-bhava) caracteriza-se pela ausência dos três sentidos do paladar, olfato e tato; nele há apenas a visão, a audição e a sensibilidade mental (o sexto sentido para o budismo) e, segundo a escola Theravada, este mundo tem 16 céus, que correspondem aos graus da meditação (dhyana). O mundo da existência sem forma (arupa-bhava) ou simplesmente “mundo imaterial” é o mais elevado dos mundos, pois dispensa os sentidos da visão e da audição, restando apenas a sensibilidade mental (desenvolvida pela alta dhyana – meditação), o que para a escola Yogachara é o mundo da consciência pura. Este último mundo possui quatro céus: o céu do espaço infinito, o céu da consciência infinita, o céu da inexistência, e o céu nem da consciência nem da inconsciência, que são habitados por aqueles que atingiram a iluminação suprema (bodhi).

Portanto, como salienta a filosofia budista o autodesenvolvimento mental permite até atingir a mais elevada iluminação espiritual, através do domínio dos “três mundos” que, numa visão mais moderna e ocidental, passaria pelo desenvolvimento das dimensões “física”, “mental” e “emocional”, de forma integrada com a “alma” ou “espírito”, como ilustra a figura abaixo. Se conseguirmos o domínio completo dessas quatro vertentes, podemos dizer que atingimos a “iluminação” dos budistas ou a “salvação” dos cristãos.

Como o cristianismo diz que a salvação é pela fé, então, a Lei da Mente assume o nome de Lei da Fé para os cristãos. Efetivamente, Jesus Cristo disse: “Faça-se-vos conforme a vossa fé”. Se esta asserção de Jesus é verdadeira, somos obrigados a pensar que a Lei da Fé é o segredo para controlarmos livremente os nossos mundos, ou seja, harmonizar o ambiente que nos rodeia, tornar o corpo saudável e alcançar a elevação espiritual, feita de alegria e paz, eternamente.  

Enfim, concluímos que existe identidade de todas as religiões em sua essência, embora usem linguagens e ritos próprios diferenciados com o grande objetivo de vivificar o ser humano.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sexta-feira, maio 01, 2009

A INEXORABILIDADE DO SUBCONSCIENTE

Quantas vezes já assistimos na televisão a declarações de pessoas que disseram que cometeram crimes contra a sua própria vontade, isto é, não conseguiram conter um ímpeto que era mais forte que a sua vontade e se sentiram forçados a agir por uma força interna sem explicação. Alguns até, devido à sua formação religiosa equivocada, se desculpam atribuindo a outra identidade a responsabilidade pelo ato fatídico: “não fui eu que cometi o crime, foi Satanás que me possuiu!”... Esta desculpa seria aceitável no tempo de Jesus Cristo, mas é ridícula no século XXI!

O que foi dito anteriormente só vem comprovar que a mente do homem efetivamente é muito complexa e tem várias vertentes ou dimensões – mente instintiva, mente consciente, mente subconsciente ou inconsciente e mente supraconsciente. A mente instintiva é a mente comum a todos os animais e a mente supraconsciente é a mente da sabedoria divina em nós, ou seja, é o “Reino de Deus em vós” ou “Natureza Divina”, de que falou Jesus Cristo, ou a nossa “Natureza Búdica”, de Shakyamuni Buddha.

Segundo os estudos da Psicologia, as nossas escolhas em cada momento são determinadas pelo consciente e pelo subconsciente. Alguns estudiosos dizem que 95% da nossa atividade mental é subconsciente e 5% é consciente, isto é, 95% das nossas atividades são determinadas pelo subconsciente e 5% pelo consciente. O carro é o subconsciente e o consciente é o seu volante. O psicoterapeuta francês Émile Coué (1857-1926), já, na transição do século XIX para o século XX, afirmou: “... Há em nós dois indivíduos completamente diferentes um do outro. Um deles é inconsciente, e é por isso que a sua existência costuma passar despercebida”. E cunhou a seguinte frase lapidar: “Não é a vontade, e sim a imaginação que nos faz agir”. Como diz o prefácio da sua obra bibliográfica “O Domínio de Si Mesmo pela Auto-Sugestão Consciente” (Editora Martin Claret, 2005, pág. 13):

A grande contribuição do Dr. Coué para o avanço do conhecimento científico foi ter demonstrado com precisão o antagonismo existente entre a força da imaginação e a força da vontade. Essa força que ele chamou de “o nosso segundo eu”, pertence ao indivíduo e está oculta em seu subconsciente.            

Para fundamentar os seus argumentos sobre a extraordinária força da imaginação ou subconsciente Coué chama a atenção para o que se passaria conosco se tentássemos percorrer uma tábua de 10m de comprimento e 25cm de largura, apoiada sobre o chão ou à altura das torres de uma catedral. Quando a tábua está apoiada sobre o chão conseguimos ir facilmente de uma ponta a outra sem nos desequilibrarmos, sem pôr o pé fora dela. Todavia, quando a tábua está apoiada a grande altura entre as duas torres de uma catedral, antes de darmos dois passos, começaremos a tremer, e, apesar de todos os esforços da vontade, a esmagadora maioria de nós cairia. No primeiro caso, o subconsciente nos disse que é fácil ir de uma ponta a outra da tábua, e, na segunda hipótese, o subconsciente nos faz julgar que a façanha é impossível e que vamos cair, por isso, caímos.

Assim, com base nos seus estudos e experimentos de Psicologia, Émile Coué colocou em prática o seu exitoso método de cura de doenças pela auto-sugestão consciente, envolvendo as seguintes condições, em forma de lei:

1ª. Quando a vontade e a imaginação estão em luta, é sempre a imaginação a vencedora, sem exceção alguma;

2ª. No conflito entre a vontade e a imaginação, a força da imaginação está na razão direta do quadrado da vontade;

3ª. Quando a vontade e a imaginação estão de acordo, uma não se ajusta à outra, mas uma se multiplica pela outra;

4ª. A imaginação pode ser governada pela auto-sugestão consciente.

O Método de Auto-Sugestão Consciente proposto pelo Dr. Coué consiste essencialmente, todas as manhãs, ao acordar, e todas as noites, logo antes de deitar, fechar os olhos e, sem fixar a atenção ao que se diz, proferir em voz bastante alta, para ouvir as próprias palavras, a seguinte frase, repetindo-a 20 vezes, tendo para isso um cordão com 20 nós: “todos os dias, de todos os pontos de vista, vou cada vez melhor”. Parece uma técnica muito infantil, mas já teve a sua eficácia sobejamente comprovada no meio médico com curas que alguns pretendem rotular de “milagres”, mas que são cientificamente explicáveis.

Aliás, a metodologia de cura pela Auto-Sugestão Consciente é muito similar a outras que levam a resultados idênticos na restauração da saúde e do bem-estar, tais como a Técnica da Visualização Criativa e a Meditação, que investem precisamente na melhoria ou na extinção dos registros negativos do “falso eu” acumulados no subconsciente, substituindo-os por tendências positivas resultantes da contemplação dos atributos divinos do “EU Verdadeiro”, que é a “natureza divina” ou “natureza búdica”, inteiramente perfeita e saudável.

Hipócrates, o Pai da Medicina, chegou a decretar: “não existem doenças, só existem doentes!”. Também, o Dr. Masaharu Taniguchi afirma que a doença originariamente não existe, mas se manifesta, porque na essência somos Vida de Deus inteiramente saudável. Segundo ele, “o nosso subconsciente fabrica as doenças por conveniência” como resposta aos nossos conflitos íntimos, “os quais constituem a verdadeira causa da doença”. E chega a afirmar:

Em suma, a cura definitiva das doenças só se consegue quando a religião e a medicina agem conjuntamente no sentido de extingui-las por completo. Se de um lado a religião eliminar a “causa” da doença, e, do outro lado, a medicina acabar com a “condição oportuna”, então será impossível ocorrer a manifestação do “efeito” denominado doença. (In: A Humanidade é Isenta do Pecado, pág. 27).

Aliás, o Dr. Taniguchi assevera que, principalmente, para os doentes desenganados pelos médicos, “a cura da doença do corpo é apenas resultado da conscientização da natureza divina do homem”. Por isso, propõe que se pratique a “Meditação Shinsokan”, que é uma técnica de meditação conceitual em que o praticante afirma a sua Imagem Verdadeira de “Homem Filho de Deus Perfeito”, para curar a “mente que segue o hábito” ou a “mente que segue a tendência”, de que fala o budismo, e que é nada mais e nada menos que o subconsciente ou inconsciente.

A Meditação Shinsokan proposta pelo Prof. Taniguchi, no capítulo intitulado “Método Fundamental de Afinação da Mente”, no volume 8 de “A Verdade da Vida” (obra de 40 volumes), tem base eminentemente científica, pois fundamenta-se no princípio seguinte: “a mente, uma vez direcionada num sentido, habitua-se a agir nessa direção e não muda enquanto não receber um estímulo para seguir outro rumo”. Ele explica que a nossa mente é como um carro: “se o motorista direcioná-lo para um rumo e depois adormecer no volante, o veículo continuará avançando naquela direção até se chocar contra um obstáculo, como, por exemplo, uma árvore à beira da estrada”.

Como conclusão, vamos resolver definitivamente os nossos infortúnios e doenças prestando uma maior atenção ao tratamento do subconsciente ou imaginação, pois a sabedoria bíblica milenar já sentenciava há milhares de anos a respeito do Homem: “como imagina em sua alma, assim ele é” (Provérbios, 23:7).

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.