QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

terça-feira, junho 30, 2009

POR QUE?

Por que eles não vêem a Luz do Sol,

mas somente as sombras que ele projeta?

Por que eles se apóiam em leis,

já que elas não lhes devolvem a centelha da Luz que perderam?

Por que para eles o Sol não é Fonte de Luz e Calor,

mas apenas realça a escuridão que as suas frias leis encobre?

Eu viajo de frente para o Sol,

por isso, nada sombrio vislumbro à frente!

Eu viajo nas asas do vento da Liberdade,

por isso, nada tolhe o meu curso para a Vida!

Quem me pode julgar e submeter,

Se me apresento altivo e autêntico como sempre ousei SER!


Lúcio Huambo

Blumenau, 30/06/2009

domingo, junho 28, 2009

EQUILÍBRIO VERSUS DESEQUILÍBRIO

Na passada quinta-feira, assisti a uma palestra do Movimento de Iluminação da Humanidade em que o orador, sem saber, me dirigiu um convite direto para que intensifique e aprofunde o meu envolvimento e comprometimento no trabalho gigantesco a ser realizado para a elevação espiritual contínua do nosso mundo. Assumi intimamente o compromisso de manifestar ainda mais a minha capacidade infinita como Filho Perfeito de Deus, visando o autodesenvolvimento consistente em benefício de todos os que comigo contatam.

A propósito, sabem a diferença entre envolvimento e comprometimento? É como a analogia da participação da galinha e do boi no bife com ovo a cavalo. A galinha se envolve, porque apenas põe o ovo e continua viva e a cacarejar, alegre e contente; já, o boi tem que dar o sangue e a vida para viabilizar o prato almejado por muitos... Então, registro aqui o meu comprometimento e não só o envolvimento com o Movimento de Iluminação da Humanidade! Registre bem que assumo aqui inteiramente o meu comprometimento!

Embora o assunto supramencionado seja extremamente instigante, todavia acho melhor escrever-vos sobre o tema central da referida palestra, conforme o título deste post. Aproveitarei as ideias centrais da referida palestra e passo ao seu desenvolvimento com as que provêm da minha vivência e leituras.

Há mais de trinta anos, assisti pela televisão uma entrevista com a grande atriz italiana Sophia Loren. Ao ser perguntada o que mais valorizava na vida, ela respondeu: “equilíbrio”. Realmente, o equilíbrio é o nosso estado natural, quando estamos em perfeita sintonia com a nossa “Imagem e Semelhança de Deus”, com a nossa natureza divina ou Eu Verdadeiro. Quando temos a vida dominada por uma visão periférica do “ego” ou “eu material e físico”, então, imergimos no desequilíbrio emocional.

Quando estamos em perfeito equilíbrio emocional, ou seja, em perfeita sintonia com o EU Divino, as nossas ações são apoiadas no tripé “Foco na Vida – Autoconfiança – Persistência”, como procuro ilustrar no desenho abaixo:

O nosso equilíbrio se faz com Foco na Vida. A Vida é um atributo divino. Ela sempre está acompanhada pelos restantes atributos divinos: Sabedoria, Amor, Provisão Infinita, Alegria e Harmonia. A Sabedoria que jorra do nosso Interior nos ajuda e orienta sempre a contornar e superar todos os obstáculos ou dificuldades. O amor que se manifesta com desarmonia é apego e não Amor; o amor-apego quando contrariado se transforma subitamente em aversão, raiva, ódio, roubo e homicídio. O verdadeiro Amor, o que tem origem divina, só pode gerar a Vida, mesmo quando rejeitado ou traído. O Amor Verdadeiro é incondicional. É desse Amor divino que fala Saulo de Tarso: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro, nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas” (1 Cor. 13:4,5. Bíblia Sagrada na Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Aquele que vive plenamente com absoluta sintonia divina sabe que nada lhe pode faltar, as suas reais necessidades estão satisfeitas, conforme se apresenta necessário, o que é o senso de Provisão Infinita. Este estado de alma só traz contínua felicidade ou Alegria. Sentimos a Harmonia, que se traduz em profunda tolerância e agradecimento a todas as coisas do Universo, inclusive as maiores adversidades e inimigos ou detratores declarados.

Também, quando estamos equilibrados, isto é, manifestamos a nossa Imagem Verdadeira, temos absoluta Autoconfiança, não temos medo algum, apenas, o medo de nos afastarmos da sintonia divina. A nossa caminhada na vida se faz com convicção e firmeza, porque sabemos que só existe Deus, só existe a Luz e só existe o Bem; vivenciamos continuamente o que diz um trecho da Sutra Sagrada “Chuva de Néctar da Verdade”: “unicamente o Bem é Força, unicamente o Bem é Vida, unicamente o Bem é Realidade; logo, não existe Força que não seja Bem, não existe Vida que não seja Bem, e também não existe Realidade que não seja Bem. Força que não seja Bem, isto é, força que traz infelicidade, não passa de pesadelo... Todas as desarmonias e imperfeições nada mais são que pesadelos”.

Se tivermos Foco na Vida e Autoconfiança, só precisamos de Persistência e entusiasmo para progredir equilibradamente. Assim, nunca desistimos, pois suportamos tudo com fé, esperança e paciência. Temos a certeza que a situação mais adversa é apenas um teste de crescimento muito transitório ou impermanente.

O desequilíbrio, por sua vez, se apoia e expressa em três dimensões, que se retroalimentam para gerar contínuo sofrimento: “Raiva – Medo – Culpa”.
O sábio Lama Chagdud Rinpoche, em “Portões da Prática Budista”, esclarece sobre a Raiva:

O APEGO E A RAIVA são dois lados da mesma moeda... Quando encontramos algo que desejamos e que não podemos conseguir; ou quando alguém nos impede de alcançar aquilo que dissemos a nós mesmos que precisávamos ter; ou quando acontece algo que não se ajusta à maneira como gostaríamos que as coisas fossem, sentimos raiva, aversão e ódio... Com a raiva, e também com o apego e a ignorância – os três venenos da mente – geramos carma sem fim, sofrimento sem fim... Dado que nem uma gota de felicidade jamais nasce dela, a raiva é uma das mais potentes forças negativas... A raiva e a aversão podem levar à agressão. Quando prejudicadas, muitas pessoas sentem que devem retaliar, cobrando olho por olho... Quando você deixa a aversão e a raiva tomarem conta de você, é como se, tendo decidido matar uma pessoa jogando-a em um rio, você se agarrasse ao pescoço dela, pulasse na água e os dois morressem afogados. Ao destruir o seu inimigo, você também se destrói.

Depois da leitura de um texto tão sábio, precisamos escrever algo mais sobre a raiva que resulta do amor-apego contrariado? Absolutamente, NÃO!

Vivenciar o Medo é viver o inferno dentro de si próprio. O inferno é o resultado das mentiras e fantasias criadas na própria mente, principalmente, dos pensamentos e intenções raivosos, das palavras e ações nocivas que eles produzem, tais como mentira, calúnia e difamação. Quando não controlamos os hábitos que levam a uma mente raivosa, mentirosa e caluniadora, então, não há como deixar de arder no inferno criado por nós mesmos. Também, temos Medo quando apenas temos fé em todas as coisas que só vivenciamos por intermédio dos nossos sentidos físicos. Essas coisas não podem nos dar segurança em nada a longo prazo, porque são todas impermanentes. As coisas materiais e externas mudam continuamente, até as nossas amizades e relacionamentos. Como diz o Lama Chagdud Rinpoche: “Só podemos confiar, verdadeiramente, em nossa natureza imutável”.

Por que sentimos Culpa? O sentimento de Culpa resulta da tendência cultivada pelo ser humano de que é filho do pecado, em vez de Filho Perfeito de Deus. Jesus Cristo disse: “Sede vós perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. Portanto, a perfeição é inerente ao ser humano e não a imperfeição. Em conseqüência de pensar que são filhos do pecado, muitos indivíduos se sentem culpados e não conseguem libertar-se do desejo de autopunição e autodestruição. Por isso, procuram infligir sofrimentos a si próprios e a outrem com o objetivo de “expiar os pecados”. Sobre isso, o Dr. Taniguchi afirma no capítulo “A ação do subconsciente”, em “A Humanidade é isenta de pecado”: “... é um grande erro pensar que o homem precisa punir a si mesmo com sofrimentos para aplacar a ira de Deus, receber Seu perdão e agradá-Lo. A expiação não consiste em acalmar a ira de Deus, exibindo-Lhe cenas de autocondenação e autopunição. Deus Criador não deseja que nenhuma pessoa sofra, pois Ele é Deus do Amor”.

Que possamos trilhar os caminhos seguros do equilíbrio é o meu sincero desejo!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

terça-feira, junho 23, 2009

PERDEDORES RADICAIS

“Perdedores radicais” é a classificação usada pelos especialistas da Psicologia para designar certo tipo de indivíduos. Trata-se de pessoas do tipo inconformado com os resultados que colhem, não absorvem a responsabilidade pelas dificuldades ocorridas na sua trajetória e tentam projetar em outrem a sua própria responsabilidade pelo insucesso, em qualquer área da vida. São pessoas que tentam levar a sua insatisfação com determinados resultados da vida, que consideram muito adversos, ao ponto de verbalizar de forma até violenta o seu inconformismo, procurando atingir pessoas que elegem como bode expiatório para o seu insucesso.

Por exemplo, é “perdedor radical” o indivíduo que, após uma demissão do emprego, resolve atingir a imagem dos seus ex-colegas ou hierarcas de trabalho, com uma campanha de calúnia e difamação.

É “perdedor radical” o serial killer das escolas americanas que resolve executar uma matança desenfreada só porque não se julga bem aceite entre os seus condiscípulos de escola.

É “perdedor radical” o indivíduo que se sente rejeitado num relacionamento amoroso ou na sua candidatura a namorado ou a parceiro conjugal e, então, parte para o ataque contra outro suspeito de lhe ter eventualmente roubado a eleita cara metade. Ou até contra o próprio consorte que diz ainda amar.

O “perdedor radical” é sempre um solitário. É alguém que se considera sempre vítima dos outros. É um ressentido e alimenta tão cegamente o seu ressentimento que nunca se considera capaz de mudar o seu próprio destino e, por isso, exige que os outros o façam por ele. Exige sacrifício dos outros até à anulação da personalidade. O convívio com ele não liberta, antes aprisiona. Sempre busca uma “muleta emocional”... Ele sempre confunde amor com posse. Como não consegue conjugar o amor no modo “ser”, se esforça por conjugá-lo no modo “ter”, por isso, sufoca quem diz amar até à exaustão, até ser considerado insuportável...

A verdade é que o “perdedor radical” destrói os outros porque ele mesmo tem um caráter autodestrutivo tão arraigado no subconsciente que não enxerga o papel ridículo da sua dependência emocional dos outros, isto é, pela sua baixa auto-estima.

O Dr. Karl Menninger no seu livro “O Homem Contra Si Próprio” diz em relação aos “perdedores radicais” que eles são precisamente as pessoas que vivem a lamentar a má sorte; também, que a má sorte dessas pessoas não é algo que vem de fora; é o próprio “perdedor radical” quem prepara os eventos do seu insucesso, inconscientemente, de tal forma que os outros o coloquem em má situação, e dessa forma até sente uma espécie de prazer masoquista em suportar o sofrimento da situação adversa em que se colocou. Assim, como muitos psicopatologistas concordam, todas as formas de infelicidade são resultados da tendência masoquista de autodestruição dos seres humanos, em que uns se esmeram mais do que outros. Os “perdedores radicais” se esmeram demasiado para serem infelizes, quiçá, pela sua cultivada tendência à autocomiseração.

Para o Dr. Masaharu Taniguchi, a tendência de autopunição, autodestruição e autocomiseração do ser humano só ocorre quando ele não assume a sua essência de ser espiritual puro e imaculado. Cada um de nós é um Ser Espiritual Perfeito e não apenas um corpo material. Ainda, afirma que quando o homem se vê a si próprio como simples matéria ou corpo carnal, então, é dominado pelo desejo de afirmar o seu “eu” físico e ampliar o seu campo de ação pela posse e domínio dos outros. E, como a matéria é sujeita a limitações, o desejo egoístico de “auto-expansão” do “perdedor radical” não quer saber dos sentimentos e necessidades dos outros e entra continuamente em disputa e conflito com eles. Desse clima de limitação emocional e espiritual só pode resultar a autodestruição e a destruição dos outros pela subjugação, nem que seja necessário recorrer à calúnia e violência. Realmente, os “perdedores radicais” nem sabem que têm um EU Divino ou Verdadeiro, além do “eu” físico. Assim, todos os seus atos autofágicos resultam da sua própria mente sombria e iludida.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sexta-feira, junho 19, 2009

SEGUIR O PRÓPRIO CAMINHO!...

Hoje, pelas 15 horas, fiz uma pausa no meu trabalho, não sei por quê (?), tirei do bolso o minúsculo livro "Palavras de Sabedoria", de Masaharu Taniguchi, e refleti no pensamento das páginas 217 a 219:

Cada qual segue seu próprio caminho. Assim como as pessoas têm fisionomias diferentes, seus caminhos não podem ser iguais. Ao compreenderes esta Verdade, poderás pensar "Cada pessoa é um ser isolado; não há pessoa alguma para trilhar comigo o mesmo caminho", e serás tomado de solidão. Mergulha fundo nessa solidão, até transcendê-la. No momento em que acabares de transcender a solidão, subitamente brotará em teu coração a verdadeira alegria: compreenderás que cada um segue o seu próprio caminho cumprindo a missão própria atribuída por Deus, o Qual rege toda a humanidade. Então, aceitarás as diferenças individuais e teu coração se encherá de um amor amplo, capaz de abranger todos os teus semelhantes.

Ao meditar no pensamento acima, senti profundamente no meu íntimo que começaria, já no dia de hoje, uma nova caminhada para mim, em que só poderia contar com Deus. E, quando escrevo este post, efetivamente, verifico que assim é e se apodera de mim um grande senso de LIBERDADE! Por isso, só posso dizer ao Universo: MUITO OBRIGADO!

Agora, resta-me mergulhar fundo na minha solidão até transcendê-la! Eu tenho a promessa divina de que, quando transcender a solidão, me espera a ALEGRIA que abraçará intensamente e eternamente a minha Alma. Por isso, já digo OBRIGADO! E brindo a esta solidão que é símbolo de libertação e alegria infinitas!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, junho 14, 2009

IMAGEM VERDADEIRA

Numa corrente japonesa do budismo, existe uma escritura sagrada denominada Sutra Hannya Shingyo (Prajña-paramitā-sutra), que diz expressamente, em alguns trechos que destacamos:

Tu és filho de Buda; a tua Imagem Verdadeira é existência eterna, e por isso não nasce nem morre; ela é imaculada e pura; sendo perfeita, ela não aumenta nem diminui.

Sendo um mundo iluminado, não existe treva nem o fim da treva. Sendo o homem eterno, não existe morte por envelhecimento nem o fim da morte por envelhecimento; não é através dos sofrimentos que ele alcança a iluminação – ele já está iluminado; não é aprimorando a inteligência que ele alcança o despertar espiritual; sem possuir nada, a sua Imagem Verdadeira já é completa e nada lhe falta.

O filho de Buda, orientado pela sabedoria da Imagem Verdadeira, tem a mente livre de obstáculos; estando livre de obstáculos, possui a convicção de que é filho de Buda e nada teme; não tendo medo, está livre de todas as angústias; sendo originariamente Buda, atinge o nirvana.

Todos os filhos de Buda dos três mundos (do passado, do presente e do futuro), graças à sabedoria da Imagem Verdadeira, chegam à correta compreensão da Verdade. Em verdade, a sabedoria da Imagem Verdadeira são palavras de Deus, são palavras iluminadas, são palavras máximas, são palavras supremas e sem comparação; bem eliminam todos os sofrimentos; são verdadeiras e não são vazias. Por isso, as palavras da Imagem Verdadeira expressam: nós já alcançamos o mundo da Imagem Verdadeira; os outros também alcançam o mundo da Imagem Verdadeira; nós e os outros juntos alcançamos o mundo da Imagem Verdadeira; todos já estamos na Terra Pura; assim, consuma-se a iluminação e estamos repletos de alegria.

Aos cristãos que me lêem, para conseguirem analisar com muita isenção e sabedoria os textos budistas transcritos acima, agora, relembro as palavras sábias de Saulo de Tarso, o Apóstolo Paulo: “examinai tudo e retende o bem...” ou “examinem tudo, fiquem com o que é bom...” (1 Tess. 5:21). Também, o apóstolo João, aquele que Jesus mais amava, aconselha: “aquele que pratica o bem procede de Deus” ou “quem faz o bem é de Deus” (3 Jo 11). Então, você que é cristão(ã), aceite o meu desafio, na escritura budista substitua “filho de Buda” por “filho de Deus”, “Buda” por “Deus” ou “Ser Divino”, “Imagem Verdadeira” por “Natureza Divina”, “nirvana” por “salvação”, e “Terra Pura” por “Nova Terra” ou “Nova Jerusalém”, então, recite tudo com reflexão profunda e confesse honestamente para si mesmo(a) que o exercício de leitura produziu em você um grande bem-estar espiritual... Se for seguidor(a) de qualquer corrente do hinduísmo, substitua “Imagem Verdadeira” por “EU Verdadeiro” ou “EU Interior” e “filho de Buda” por “filho do Senhor Kŗşņa”. Então, verifique que a essência das religiões é a mesma e que tudo o que nos leva a praticar o bem procede da mesma Fonte Universal...

A Bíblia nos lembra que o ser humano foi criado à “imagem e semelhança de Deus” e que a criação divina é perfeita e sem mácula. Que imagem e semelhança de Deus existem em nós senão a “Imagem Verdadeira” ou o “Reino de Deus” dentro de nós de que falou Jesus Cristo? Esta “Natureza Divina” em nós é imaculada e pura, sendo perfeita, não aumenta nem diminui”, como afirma a sutra budista.

Há pessoas que enganosamente pensam que são pecadores destituídos de qualquer bem e perfeição em si, porém, isso resulta da interpretação equivocada de certos trechos bíblicos; efetivamente, o ser humano é perfeito porque tem a imagem e semelhança de Deus, é a suprema auto-realização de Deus, dotado de poder criador como nenhum outro animal sobre a terra. Então, como lembra a sutra, “não é através dos sofrimentos que ele alcança a iluminação – ele já está iluminado; não é aprimorando a inteligência que ele alcança o despertar espiritual; sem possuir nada, a sua Imagem Verdadeira já é completa e nada lhe falta”. Se o ser humano mantiver permanente sintonia com a sua “Natureza Divina”, ou seja, viver no “Reino de Deus” do seu interior, ele alcança a “salvação”, que é o “despertar espiritual” e verifica que este estado de alma é completo e que nada mais lhe faz falta... Terá a mente livre de obstáculos, de sofrimentos, de medos, de angústias, de tristezas, de infelicidade, porque todas estas manifestações não se originaram no mundo de Deus, portanto, não existem verdadeiramente, mas se manifestam simplesmente como projeções de uma mente sombria.

Quando a nossa mente é iluminada pela Luz da Mente Divina, então, as trevas desaparecem subitamente e sem qualquer esforço nosso... Pela simples contemplação da Suprema Perfeição, que já existe originariamente em nós, é que somos transformados e curados, completamente, na imagem e semelhança de Deus de que fala a Bíblia.

Assim, todos “graças à sabedoria da Imagem Verdadeira, chegam à correta compreensão da Verdade”... É o que Jesus Cristo disse: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!”; ou “... do seu interior fluirão rios de água viva”. E, finalmente, poderemos exclamar: “todos já estamos na Terra Pura” ou, como em Apocalipse (21:1), “então vi um novo céu e uma nova terra”...

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sábado, junho 06, 2009

ÂNSIA DE CRESCIMENTO


EU anseio por escassas bênçãos

Que não posso enumerar,

Por que me são proibidas...


EU sinto contínuas aflições

Que não posso sequer contar,

Por que as sinto incompreendidas...


Então, surpreendentemente,

Vejo-me a crescer

Como todas as coisas que crescem

Eternamente.

Elevo-me,

Agiganto-me,

Do meu ser menor

Rumo ao meu EU maior...


Quem me quiser conhecer

Deve, por trás das letras, o homem ler!


Lúcio Huambo

Blumenau, 06/06/2009

SOLIDÃO É VIDA

Certo dia, alguém me disse que não deveria amar em demasia a solidão, porque correria o risco de acabar os meus dias sozinho, a aguardar o abraço das asas brancas da morte, esquecido pelos mais novos que vieram à vida através de mim.

O grande equívoco da reflexão que me fizeram reside em que a morte não está mais perto dos velhos do que dos jovens; também, a vida não está mais perto da juventude do que da velhice.

Amo a solidão porque, como referiu Gibran, ela é a “tempestade silenciosa que derruba todos os nossos ramos mortos”, assim, ela tem total afinidade com a VIDA e não com a morte. E, como ele nos lembrou, também, essa tempestade silenciosa é que finca firmemente as “nossas raízes vivas no coração vivo da terra viva”. Por isso, mesmo, é que só é eterno o amor dos amantes que abraçam mais o que há entre eles do que um ao outro.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.