QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

sábado, julho 11, 2009

AMAR A SI MESMO

Um dia um doutor da lei perguntou a Jesus Cristo qual seria o maior mandamento na lei. Jesus respondeu assim:

- Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.

A primeira reflexão que importa fazer aqui é que os judeus classificavam as escrituras sagradas do Judaísmo em duas partes: a lei e os profetas. Portanto, no contexto da conversa entre Jesus e o doutor da lei, a palavra lei não se referia a nenhum código rígido de normas ou regras, mas sim a um conjunto de escritos sagrados, também, denominado de Pentateuco, que foi legado ao povo israelita por Moisés.

Outra reflexão é a que se refere à maneira de amar, seja a Deus, ao próximo e a si mesmo. O amor deve envolver o nosso sentimento – coração – a nossa essência divina – alma – e o raciocínio – pensamento. Portanto, o amor não é apenas um sentimento fugaz e muito menos um apego condicional que só deva manifestar-se quando encontra retribuição. Também, não deve conduzir à desvalorização do nosso próximo, nem deve incluir o rebaixamento da nossa própria auto-estima. Assim, o amor não pode ser sucedido ou acompanhado pela aversão ou raiva ou ódio ou vingança quando é contrariado, porque o amor verdadeiro não é discriminatório e particular, antes abrangente e de amplitude universal. Para amarmos uma pessoa não precisamos odiar outra; se alguém não corresponde ao nosso amor, então, não podemos passar a dedicar-lhe ódio e vingança porque não fomos correspondidos. Realmente, quando esse sentimento de ressentimento ocorre, após a atração, é sinal de que a atração que sentíamos era puro apego egoístico que se rebela ao ser contrariado no seu desejo de aprisionar a outra pessoa; e isso ocorre porque o nosso pretenso “amor-apego” está enraizado na falta de amor por si mesmo.

Jesus toca verdadeiramente nas profundezas da raiz do amor verdadeiro: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Como pode alguém amar outrem se não ama a si mesmo?

“Amar a si mesmo” constitui a base para amar a Deus e ao próximo. Se não formos capazes de amar de verdade a nós mesmos, também não seremos capazes de amar verdadeiramente a Deus e ao próximo. Efetivamente, a base moral e ética de cada pessoa está no grau da sua capacidade de amar verdadeiramente a si mesma.

O que é, então, “amar a si próprio”?

É conhecer a perfeição da verdadeira natureza de si mesmo e ter o máximo respeito por si mesmo. É ter a verdadeira consciência de ser Filho Perfeito de Deus, portanto, dotado de natureza divina isenta de qualquer pecado. É ter consciência da sua capacidade criadora infinita, isto é, do seu potencial infinito transformador dum universo onde só o bem tem força. É ter foco contínuo na Vida, com autoconfiança e persistência no caminho da iluminação que dissipa todas as trevas das vibrações mentais negativas impostas por mentes sombrias externas. Enfim, é viver em contínua sintonia com o seu “Eu verdadeiro” (natureza divina, natureza búdica). É valorizar-se, assumindo a “Imagem e Semelhança de Deus” em si próprio, a qual nos pertence desde a criação do ser humano sobre a Terra. Portanto, o “amar a si próprio”, de que falou Jesus Cristo, não é proporcionar a si mesmo benefícios tais como bens materiais, posição social, fama, etc.

Como alguém passa do amor a si próprio para o amor ao próximo?

Somente aqueles que têm consciência da sua Imagem Verdadeira – Eu verdadeiro e divino – conseguem ver a grandiosidade dos seus semelhantes; assim, as pessoas amam o seu próximo de acordo com o grau em que amam a si mesmas. Aquele que pensa que é uma mísera criatura digna de compaixão, ou seja, é dominado pela autocomiseração e só suplica a atenção dos outros é porque despreza a si próprio, por isso mesmo, também, não tem amor e respeito para com os outros e revela isso quando o seu “amor-apego” é contrariado, caindo subitamente da atração para a aversão, raiva e até ódio. Então, quando o desejo de possuir não se realiza, transforma rapidamente a sua atração por alguém em aversão a essa mesma pessoa, com ações de calúnia, difamação e até ameaças à integridade física do desafeto(a). Enfim, não podemos amar verdadeiramente o próximo se partirmos da postura mental de julgar cada um dos seus atos, segundo o nosso ponto de vista...

O sentimento fraterno de querer proporcionar aos outros o que gostaríamos que nos fosse proporcionado, e de não atribuir aos outros o que não queremos que nos seja atribuído, provém da percepção intuitiva de que “eu” e os “outros” somos um em essência e que, por isso, os nossos sentimentos se identificam por pertencerem à mesma Vida.

Esta percepção de que “eu” e os “outros” somos “um” conduz á liberdade pelo amor. Assim, o amor verdadeiro só pode libertar e nunca aprisionar. Quando conscientizamos a nossa natureza divina (ou natureza búdica) e temos a convicção que essa natureza verdadeira é plenamente livre, então, podemos também fazer com que os outros despertem para a natureza divina (ou natureza búdica) deles próprios, o que os leva a alcançar a total liberdade e a tornarem-se imunes a fatores externos que os queiram tolher ou aprisionar. Concluímos facilmente que os que amam a liberdade plena proveniente da conscientização da sua própria Imagem Verdadeira (EU Verdadeiro, perfeito e livre) procuram proporcionar aos outros esse estado de conscientização da Imagem Verdadeira, onde se sente plena liberdade e ausência total do medo. No budismo é considerado o mais sublime ato de caridade ou amor proporcionar aos outros esse estado supremo de libertação e iluminação.

Meus amigos, para amar a Deus e aos outros, vamos amar primeiro a nós mesmos, alcançando o estado de amor em que nos sentimos livres e sem quaisquer tolhimentos e temores!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

terça-feira, julho 07, 2009

ATITUDE OTIMISTA

Jesus Cristo ensinou-nos que a oração mais simples e significante começa por “Pai Nosso que estais nos céus...”. Assim, cada um de nós é originariamente Filho Perfeito de Deus, puro e sem pecados. Buda ensinou que cada ser humano é Filho de Buda.

É este conhecimento, feito convicção bem sentida no íntimo que nos leva a dar uma virada de 180º na nossa vida rumo à auto-educação e auto-realização geradoras de felicidade. Todo o complexo de inferioridade some subitamente. Por conseguinte, o líder da nossa vida não está fora, mas no nosso interior. Quando transformamos a nossa própria pessoa, através da mudança da nossa mente, então, o ambiente e o mundo ao nosso redor mudarão. Se desejarmos fazer esta mudança pessoal, mesmo, no meio de um oceano de infelicidade, nada e nem ninguém nos impedirão.

Feita a primeira limpeza ou faxina mental, só temos que prosseguir no cultivo persistente de um espírito construtivo que vê “em todas as pessoas, coisas e fatos somente as suas partes positivas e nunca as suas partes negativas”. O segredo está no treinamento.

Como resultado do treinamento mental positivo resultará um temperamento alegre e um espírito de progredir infinitamente. O péssimo hábito mesquinho de ver defeitos em tudo e todos resulta em contínua insatisfação e senso de inadequação à vida e ao ambiente.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

ONDE ESTÁ O NOSSO INIMIGO?

O título deste artigo é uma pergunta crucial para a vida de cada pessoa, sobretudo nos momentos de maior dificuldade.

A “Arte da Guerra” de Sun Tzu diz-nos que o mais importante para ser vitorioso em qualquer batalha ou guerra é o conhecimento perfeito do inimigo. Por isso, a pergunta do título.

Quando adquirimos a convicção da nossa Natureza Divina ou “Deus Interior”, isto é, da nossa “Natureza Búdica” perfeita, então, verifica-se que “o Paraíso não está longe e manifesta-se em nós quando contemplado”.

Assim, em oposição, se dentro de nós surgir qualquer intenção má contra alguém, por ínfima que seja, aparecerá o inferno dentro de nós, em vez do anunciado Reino de Deus ou Paraíso. É quando com a nossa ira, ódio, ciúme e maledicência, que nascem no nosso interior, tentamos prejudicar alguém só para satisfazer o nosso orgulho e egoísmo. Portanto, o inimigo não está fora de nós, mas dentro. São as nossas atitudes egoísticas, a nossa má interpretação do comportamento dos outros, o nosso sentimento vingativo de rancor que nascem dentro de nós e se refletem nos outros, e não o contrário. Este é o nosso verdadeiro inimigo que impede o nosso crescimento espiritual.

O nosso maior inimigo que podemos criar dentro de nós nos conduz ao verdadeiro “suicídio espiritual”, porque matamos intimamente o nosso céu.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.