QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

domingo, agosto 30, 2009

JARDIM DA MENTE

Flor de Macaíba

CULTIVEMOS NO “JARDIM DA MENTE” SÓ “FLORES” DE BONS PENSAMENTOS.
Devemos manter sempre a mente repleta de alegria e esperança. Pensemos apenas em coisas boas e situações benéficas. Assim, ocorrerão somente fatos felizes em nossa vida. Expulsemos os pensamentos tristes e cultivemos no “jardim da mente” só “flores” de pensamentos bons e felizes.
Do livro Guia para uma Vida Feliz – Masaharu Taniguchi

terça-feira, agosto 25, 2009

MALEDICÊNCIA

Quando se diz que o mal não existe é a mais pura Verdade. Efetivamente, o mal não existe, embora se manifeste temporariamente. Só tem existência verdadeira e eterna o que Deus criou. Está escrito na Bíblia que, após a criação de todas as coisas, Deus viu que tudo era muito bom – “E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom” (Gênesis, 1:31). Assim, Deus só criou o Bem e não criou o mal.

Então, por que se manifesta o mal e quem é o seu criador?

Também, está documentado nas diversas Escrituras Sagradas que Deus deu ao ser humano poder criador, o qual pode ser usado de acordo com o livre arbítrio, nem sempre de forma a trazer felicidade, inclusive para quem o exerce. Assim, o mal se manifesta como projeção da mente sombria do Homem, isto é, quando este olvida a sua própria natureza divina e vive na ilusão, conforme dizem os escritos de diversas filosofias orientais. Por isso, o mal não tem força perene e real, como diz a Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade: “Porém sois felizes, pois que o pecado é irrealidade, sombra da ilusão”.

Assim, como acrescenta ainda o Precursor do Movimento Iluminador da Humanidade:

É muito estranho o fato das pessoas se odiarem e se maldizerem mutuamente. Elas sabem que dentro do ódio e da maledicência há o inferno e que dentro do amor e das palavras de louvor existe o paraíso, e, no entanto, se odeiam e maldizem. (Masaharu Taniguchi, “A Verdade da Vida”, vol. 38, pág.52).

Se o mal não tem força e existência real e se é no louvor que existe o paraíso, então, só podemos agradecer aos nossos inimigos maldizentes quando formos alvos da sua fúria difamadora. Nunca devemos pensar em revidar-lhes na mesma moeda, antes devemos seguir o conselho do nosso Mestre dos Mestres Jesus Cristo:

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus. Mateus 5:44.

Saulo de Tarso, em sua suprema sabedoria, na carta aos cristãos de Roma passa instruções mais específicas como amar os inimigos no trecho que é vertido em linguagem de hoje, do seguinte modo:

Não paguem a ninguém o mal com o mal. Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros. No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor”. Mas façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha”. Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem. Romanos 12: 17-21.

Meus amigos e amigas, se vocês são atacados e injuriados, então, agradeçam mentalmente a quem faz isso, como aconselha o Dr. Masaharu Taniguchi: “Não fiquemos zangados quando alguém nos prejudica; pelo contrário, agradeçamos a ele”. Além do mais, isso é a maior prova do nosso valor. Como lembram os ditados: “ninguém chuta cachorro morto”, “ninguém joga pedras em árvore seca” e “ninguém joga pedras numa árvore sem frutos”. Por isso, quando somos alvos da maledicência, a nossa atitude só pode ser de agradecimento e não de resposta na mesma moeda porque “o valor não precisa de argumentos” (Masaharu Taniguchi).

Alguém pode argumentar que os conselhos acima são muito difíceis de seguir, ou praticamente inexequíveis. Realmente, só se consegue isso com o devido cultivo da mente verdadeira, para que manifestemos na nossa existência fenomênica o que constitui de modo perene a nossa essência divina. O cultivo perfeito da mente leva à realização do que esclarece o texto abaixo:

A mente verdadeira é aquela que transcende o amor e o ódio, é a mente imparcial. Somente a mente verdadeira e imparcial, que transcende o amor e o ódio, consegue dominar o inimigo do interior da nossa mente. E aquele que domina o inimigo do seu interior consegue dominar o inimigo exterior. Masaharu Taniguchi, in “A Verdade da Vida”, vol. 38, pág. 67.

Se vocês, meus amigos, pensam que a mente é a razão e que ter controle mental é agir somente com lógica e racionalidade, então, estão redondamente enganados. Afinal, o que é a mente verdadeira que transcende o amor e o ódio?

A resposta fica para outros artigos subsequentes.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sábado, agosto 22, 2009

RITMO PRÓPRIO

No mundo hodierno estamos submetidos a contínuas pressões sociais que quase sempre nos impelem a ter um determinado ritmo de vida contra a nossa vontade própria.

Não escolhemos quantas horas temos que trabalhar por dia, ou seja, temos que trabalhar um mínimo de horas e se ultrapassarmos esse mínimo por vários dias não somos louvados por tal façanha. Temos que tirar férias em determinado período do ano, embora pudéssemos preferir outro. Até certas modalidades de lazer e diversão nos são impostas e, se preferirmos ficar em casa, em vez de irmos à praia ou de nos juntarmos aos amigos para costumeiras festanças bem regadas a bebida alcoólica, somos censurados como seres insociáveis e estranhos.

Ainda pior, é se alguém decide que ter êxito ou ser um sucesso não passa obrigatoriamente pela acumulação de patrimônio e dinheiro ou satisfazer caprichos de consumismo induzidos pela propaganda midiática ou a comparação competitiva que se mistura com muita inveja entre iguais. Esse alguém é visto com muita desconfiança e desdém pela sociedade massificada.

A verdade nua e crua é que o nosso universo de liberdade é bem maior do que nós imaginamos. Podemos muito bem construir o nosso universo e o nosso estilo de vida como melhor entendermos sem nos submetermos a pressões sociais. Basta pararmos alguns minutos por dia para refletirmos profundamente sobre o sentido das nossas atividades e termos coragem de decidir viver de acordo com o nosso próprio ritmo moldado pelas nossas convicções mais íntimas.

Cada um é único no Universo, por isso, aceitar padronização de um ritmo de vida comum a todos os seres humanos é viver uma imbecilidade frustrante. O nosso ritmo de vida tem que ser delineado pelas nossas características, porque só assim teremos uma vida de verdade. Cada um tem que descobrir e optar pela sua “velocidade ideal” se quiser viver feliz e com autenticidade, conforme o seu EU verdadeiro. A “velocidade ideal” é diferente de pessoa para pessoa e não pode ser ditada por uma lei única; além disso, quando avançamos na “velocidade ideal”, chegamos mais longe e nos cansamos bem menos!

Alguém que me lê é capaz de me condenar se eu decidir viver modestamente e trabalhar pouco? E se decidir viver na praia para levar uma vida mais descansada e prazerosa?

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

segunda-feira, agosto 10, 2009

CONCENTRAÇÃO EFICAZ DA MENTE

“Concentre a mente apenas naquilo que deseja”.

Se o mundo em que vivemos é projeção da nossa mente, então, o conselho acima deve ser seguido com absoluta meticulosidade.

Realmente, muitas vezes, usamos as leis da mente de forma inversa. Isto é, desejamos a saúde, mas pensamos na doença; dizemos: “eu não posso ficar com gripe”. Assim, atraímos a doença indesejada. Outras vezes, pensamos na possibilidade de fracasso, enquanto desejamos o êxito. Por isso, fracassamos naquilo que receamos...

Devemos concentrar a mente naquilo que desejamos e nunca no que não desejamos. Quando se concentra a mente no que se deseja, o desejo será concretizado pela ação criadora da mente.

Por que há tantas pessoas infelizes? Por que tantas pessoas fracassam nos seus empreendimentos de vida familiar ou profissional? É porque, devido às preocupações e medos, elas concentram mais o pensamento no que querem evitar do que nos objetivos mais almejados.

Se desejarmos ser felizes, concentremos as nossas mentes na nossa felicidade e na dos outros. Nunca devemos invejar a felicidade dos outros, pois quem faz isso nega a possibilidade de alcançar a felicidade, afasta-a e atrai a infelicidade.

O que você deseja realmente?

Se você deseja um grande sucesso, imagine continuamente a grandiosidade da sua realização, porque “ninguém é menor do que o seu próprio sonho”, conforme disse Goethe. Devemos imaginar grandes realizações; os planos acanhados não têm força magnética para atrair colaboradores na consecução do sonho. Devemos ser criteriosos e concentrados na ação, sem que isso inclua qualquer indecisão ou medo!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, agosto 09, 2009

DIA DO PAI

Hoje é o dia do pai no Brasil. A propósito da data e de certas particularidades do relacionamento pai-filho(a), lembrei-me de transcrever da Sutra do Lótus a parábola destacada em itálico nos parágrafos subsequentes:

Era uma vez um homem riquíssimo cujo filho – único herdeiro seu – fugiu do pai quando era criança. Ficou ausente do pai durante muitos anos e acabou se tornando um andarilho sujo e maltrapilho. Já não se lembrava da sua origem e, perambulando de cidade em cidade, um dia chegou à terra onde morava o seu pai. Cansado, faminto e sem lugar para se abrigar, seguiu pelas ruas da cidade e acabou parando na frente de uma suntuosa mansão. Era a casa do seu pai, mas o andarilho, tendo a memória lesada, não reconheceu a sua própria morada de infância. Espiou através da grade do portão, avistou no jardim um homem de aspecto importante, acompanhado de numerosos criados. Era o pai, mas o andarilho não o reconheceu. Assim, quando o pai rico olhou para o filho andarilho, este pensou atemorizado: “Se ficar aqui, irão prender-me por atitude suspeita e certamente me submeterão a um castigo terrível”. E tratou de fugir. Então, o homem rico disse aos guardas: “Aquele é o meu filho, herdeiro de toda a minha fortuna! Corram! Vão atrás dele e tragam-no para mim, mas não lhe digam quem eu sou!”. Imediatamente os guardas saíram para alcançar o andarilho. Este, ao ver a aproximação dos guardas, ficou tão apavorado que caiu desmaiado. Socorrido pelos guardas, recobrou os sentidos e foi levado para a mansão. O milionário observou o estado do andarilho – o seu único herdeiro – percebeu que o filho não reconhecera nem a mansão onde fora criado e que estava apavorado e só queria fugir. Então, o milionário chamou um dos guardas e ordenou-lhe que recorresse a um expediente para se aproximar do filho sem lhe causar temor: primeiramente, deveria substituir o uniforme de aspecto solene por uma roupa simples; depois, fazendo-se passar por um capataz, falaria com o andarilho e o convidaria a trabalhar junto com ele para o patrão. O guarda procedeu conforme as instruções, e o andarilho, aliviado por saber que não seria preso, passou a trabalhar para o seu pai como um modesto criado. Conforme o plano do pai milionário, algum tempo depois o ex-andarilho foi promovido a chefe da criadagem, mais tarde, a feitor; e, assim, recebendo promoções sucessivas, finalmente alcançou uma posição elevada. Então, o dono da mansão percebeu que chegara o momento de revelar a verdade, por isso, chamou o ex-andarilho e disse-lhe: “Tu és o meu filho único, herdeiro de toda a minha fortuna”.

Da parábola resultam quatro importantes reflexões sob a forma de questionamentos:

- Quantos filhos se mantêm ou são mantidos distantes dos seus pais a ponto de desconhecerem a imensa riqueza que poderiam receber dos genitores sem qualquer cobrança?

- Como os filhos podem manter suspeições e medos a respeito dos seus pais porque se privaram ou foram privados do seu convívio por determinado tempo?

- Como os pais têm muitas vezes que recorrer a certos artifícios para reporem gradativamente uma proximidade com os seus filhos que nunca devia ter sido desfeita?

- Como o afastamento dos pais pode levar os filhos a olvidar a tão necessária referência e segurança trazida da convivência com as raízes?

- Como o amor de pai nunca desiste, embora muitas vezes tenha que se manifestar em quietude silenciosa?

A todos os filhos que sempre permaneceram perto dos seus pais e, principalmente, a todos aqueles que sofrem da “síndrome de alienação parental”, por programação mental própria ou induzida, aqui, fica o meu grande abraço de pai que nunca desiste!

Kabiá-Kabiaka.

sábado, agosto 08, 2009

MUNDO ILUMINADO

“Remova a escuridão da mente e o mundo ficará iluminado”.

O mundo que vivemos é projeção da nossa mente.

Assim, se mantivermos uma mente sombria, toldada por pensamentos continuamente negativos, criadora de críticas e ações desestimulantes, é natural que o ambiente em que vivemos se tornará preenchido por negatividade e tudo dê errado na nossa vida.

Todavia, se mantivermos uma mente iluminada, ou seja, uma mente alegre que produza boas palavras e espelhe muita sinceridade, força e ânimo, colheremos um ambiente de harmonia.

Iluminar a mente ou remover a escuridão mental é manter uma atitude positiva e otimista, apesar dos contratempos e prejuízos que outros nos querem infligir. É nunca desistir de acreditar na eficácia eterna do Bem e na manifestação muito transitória do mal.

Nunca devemos sentir raiva de alguém que nos prejudicou ou prejudica; antes, devemos agradecer-lhe mentalmente, porque as derrotas temporárias são somente instrumentos para iluminar ainda mais o nosso interior e o nosso caminho para o progresso espiritual e material.

Em conclusão, ninguém nos pode prejudicar; pelo contrário, só pode alertar-nos para a necessidade de maior sintonia com o nosso Eu interior portador de Luz.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sexta-feira, agosto 07, 2009

FIM DE TENSÕES E CONFLITOS

“A confiança mútua põe um fim a todas as tensões e conflitos”.

Por que as pessoas guerreiam tanto? Por que têm tanta propensão para o conflito?

O fundador do Movimento de Iluminação da Humanidade, Dr. Masaharu Taniguchi, afirma que “os infortúnios do ser humano são formas de autopunição que ele aplica a si próprio, movido pela ideia de “pecado” sedimentada no fundo do subconsciente”. A Verdade é que “o Homem é Filho de Deus e originalmente livre de pecado”.

Portanto, quando olhamos uns aos outros como agentes do mal e não do Bem, acreditamos mais na força do mal do que do Bem, por isso, baseamos os nossos relacionamentos na desconfiança.

Realmente, a visão dualista é maniqueísta e leva-nos a classificar as pessoas em boas e más e até a acreditar que existe uma força do mal superior à do Bem nas relações humanas. Porém, a visão monista é essencialmente positiva porque nos leva a crer que só o Bem tem força para sempre.

Se acreditarmos nesta Verdade Suprema que só existe eternamente o Bem, embora o mal se manifeste temporariamente como projeção da mente humana sombria, os nossos relacionamentos se basearão na confiança mútua e cessarão todos os conflitos na nossa vida.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quinta-feira, agosto 06, 2009

UNIDADE, AUTENTICIDADE E HONESTIDADE

“A atitude de Unidade faz-nos autênticos e honestos”.

O sentimento de Unidade em relação a qualquer pessoa com quem convivemos pode ser mais bem expresso pela presença constante na nossa mente do seguinte pensamento: “Eu e o outro somos um”.

Como eu considero o meu filho como parte do meu próprio ser, eu limpo tranquilamente com a minha mente a ranheta que lhe escorre do nariz, sem qualquer sentimento de nojo.

Quando os cônjuges se beijam na boca, logo pela manhã, antes de escovar os dentes, sem se importar com qualquer mau hálito, é porque um sente o outro como parte do seu próprio ser e ninguém sente nojo de si próprio; efetivamente, amar perfeitamente é sentir o outro como parte do seu próprio ser.

Assim, eu só amo verdadeiramente o meu próximo como a mim mesmo, de acordo com a indicação de Jesus Cristo, quando o vejo como prolongamento de mim mesmo, cumprindo a divisa máxima: “Eu e o outro somos um”.

Com esta visão interior podemos até amar os nossos inimigos com “autenticidade” e “honestidade”.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quarta-feira, agosto 05, 2009

REDUÇÃO DOS PROBLEMAS

“Reduza os seus desejos e você reduzirá os seus problemas”.

A Nobre Verdade proclamada por Buda de que o desejo é a origem do sofrimento não merece qualquer contestação. Assim, acrescentou também que a completa dissolução e extinção do desejo, a desistência e abandono, a liberação e desapego dele é que levam à extinção do sofrimento.

Se extinguirmos o desejo ou expectativa de que algo ocorra exclusivamente de acordo com a nossa vontade, então, contemplaremos em nós a extinção da ambição avarenta, a extinção do ódio, a extinção da ilusão, por isso, a extinção completa da tristeza.

Quando sofrermos por sermos contrariados em qualquer expectativa ou desejo, devemos parar para refletir se o que desejamos ou esperamos depende só de nós. Se depender unicamente de nós, logo, devemos arranjar motivação e esforço para realizarmos tudo a 100%. Contudo, se o que desejamos depende de mais alguém, devemos assumir que a nossa contribuição esforçada só pode determinar no máximo 50% do sucesso da realização. Portanto, devemos cumprir com os nossos 50% e deixar a outra metade nas mãos da Providência Divina.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

terça-feira, agosto 04, 2009

FORÇAR A SITUAÇÃO

Quando se força a situação para se obter um determinado benefício pessoal, o ganho sempre é temporário. Ganhos temporários não produzem felicidade, antes semeiam frustrações ou decepções a prazo – curto, médio ou longo – para quem forçou a situação.

Talvez, você conheça alguém que conquistou um(a) namorado(a), após um longo período de insistentes galanteios e papos convincentes, apesar da pessoa assediada estar com o seu sentimento e atenção mais devotados a outro(a) eleito(a); a pessoa assediada, muitas vezes, cede pelo cansaço que desiste do “não” para o transformar em “mas”, quiçá, com medo da solidão imposta pelo eventual distanciamento de quem ama realmente. A verdade é que o relacionamento que resulta da situação forçada nunca tem pernas para andar e geralmente acaba de forma súbita e dramática.

Também, é muito freqüente ocorrer que alguém tire um curso ou faça uma opção profissional por insistência familiar, quase sempre dos pais. Quando a pessoa submetida à situação forçada se forma, normalmente, não exerce a profissão por falta de vocação ou arrasta-se por longo tempo numa vida profissional desprovida de sentido, o que se traduz em pouco sucesso Os mais resolvidos emocionalmente aproveitam o primeiro exercício profissional forçado para obter recursos financeiros com o objetivo de investir na formação profissional para a qual sentem autêntica vocação.

Enfim, forçar a situação para obter resultados ou sonhos egoísticos, com a limitação da liberdade de outra pessoa, não conduz a soluções duradouras e felizes.

Conserve sempre o sentimento natural e deixe a vida fluir para a consecução dos seus objetivos sem forçar a situação, porque “o amor liberta e não aprisiona”...

Conservar sempre o sentimento natural é um princípio fundamental da vida feliz!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

segunda-feira, agosto 03, 2009

ULTRAPASSAR OBSTÁCULOS

O poder para suportar e ultrapassar os obstáculos e as dificuldades vem da lembrança e ligação contínua com Deus.

Assim, quando alguém tentar prejudicar-nos por meio de palavras ou ações, nós nunca devemos sentir aversão ou raiva em relação a essa pessoa e pensar em “responder na mesma moeda”. Antes, pelo contrário, até devemos agradecer os obstáculos e dificuldades que são colocados no nosso caminho para o progresso espiritual contínuo.

Porém, se fracassarmos por qualquer queda ou vacilação na caminhada de aprimoramento espiritual, ou seja, do cultivo da tolerância e perdão, então, devemos refletir sobre o empecilho que ainda existe no nosso interior. Realmente, os fracassos se tornarão meios para purificar o nosso interior e elevar cada vez mais o nosso espírito.

Nunca podemos esquecer que o “o mundo em que vivemos é projeção da nossa mente”. Por isso, utilizamos esta lei mental para analisar e purificar o nosso interior.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, agosto 02, 2009

VIVA COM SIGNIFICADO!

Só as grandes decisões e ações podem fazer a nossa vida valer a pena!”. A vida só vale a pena quando tem sentido para nós, ou seja, se apresenta significante ou com sensação de felicidade e auto-realização.

A busca da felicidade é o supremo objetivo de qualquer ser humano. Também, é um empreendimento muito pessoal. Embora no “estado de felicidade” possam ocorrer momentos tristes, na verdade, estes devem ser largamente superados em intensidade e duração por momentos de alegria.

Meus amigos e amigas, para eu ser feliz, preciso ininterruptamente: 1) amar; 2) ser amado; 3) sentir-me útil; 4) ter objetivos e 5) agir com muita motivação na execução dos objetivos previamente delineados. Quando falta qualquer um destes cinco ingredientes ou dimensões da minha felicidade, então, é chegada a hora da “virada da mesa” e das grandes decisões e ações para fazer a vida valer a pena...

Faça, também, sempre a sua vida valer a pena!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sábado, agosto 01, 2009

SUBTILEZA E CONCENTRAÇÃO

Estou de volta, meus amigos e amigas, após um breve interregno motivado por uma mui apreciada visita à Pátria-Mãe, que mitigou as minhas saudades acumuladas pela distância transoceânica de mais de oito mil longínquos quilômetros e vinte e dois longos anos.

Os meus olhos param esta manhã sobre o pensamento no rodapé do meu diário de reflexões: “a subtileza e a concentração interiores conduzem a uma contínua autodisciplina”.

Realmente, autocontrole constante é uma qualidade que todos almejamos. Se o tivermos continuamente em exercício, nunca perderemos a serenidade nas circunstâncias mais adversas; para isso, conforme nos lembra o pensamento, é preciso subtileza e concentração interiores.

A subtileza interior ajuda-nos a intuir prontamente cada “casca de banana” que é lançada no nosso caminho de crescimento, para nos fazer escorregar. Ela nos faz ver que o caminho certo é o do Amor, porque “onde há Amor, há menos esforço”. Pela subtileza interior alcançamos a devida percepção para trilharmos com segurança os primeiros sete passos do Nobre Caminho Óctuplo: compreensão correta; pensamento correto; palavra correta; ação correta; modo de vida correto; esforço correto; plena atenção correta.

A concentração interior é a concentração correta do Nobre Caminho Óctuplo, que nos dá paciência e perseverança para prosseguirmos na nossa missão para o Alto sem desfalecermos.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.