QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

quarta-feira, setembro 30, 2009

O SER

Tudo o que importa é que em torno

Pairam perigos, dores e trevas,

Se na amplidão do nosso SER

Não há um céu límpido e claro.

Emily Bronte (1818-1849).

Onde achar o norte,

Se desnorteado procuro

Fora de mim

Um rumo,

Um sentido,

Uma resposta,

Um Fim?...

Olhei para o EU profundo,

Bem no fundo, o Infinito

Da interioridade do meu SER:

Eis o manancial de águas a sorver,

O espelho em que me reflito,

Enfim,... O meu Mundo!

Lúcio Huambo

Blumenau, 17/03/1993.


Depois do Homem haver compreendido seu próprio SER e atingido a maturidade, então, lhe é necessária a influência ou competência.

Mirzá Husayn Alí (1817-1892).

domingo, setembro 27, 2009

VÔO DE LIBERDADE

A alma nunca lhe destina uma tarefa

para a qual você não esteja apto.

Richard Barrett

Livre como um passarinho,

Último da floresta, é este meu novo sentimento...

Abro as asas, salvo o ninho,

Movo o mundo e venço o vento...

Indo e vindo, com naturalidade,

Garanto a água do sustento,

Apago a morte..., acendo a chama da Liberdade!

Lúcio Huambo

Florianópolis, 17/08/2002

sexta-feira, setembro 18, 2009

BOA OU MÁ SORTE?

Uma lenda chinesa conta que um velho agricultor vivia feliz com tudo o que tinha e valorizava como bem mais precioso o seu único cavalo.

Certa noite de chuvas e trovoadas, o cavalo escapou assustado do curral. Supôs-se que tinha demandado as montanhas próximas, porém após múltiplas buscas infrutíferas o dono e o seu jovem filho desistiram de pensar no belo cavalo. Então, os vizinhos falavam amiúde no sumiço do cavalo e diziam ao dono: “Que pena o seu cavalo ter fugido, foi muita má sorte!” O velho agricultor sempre respondia: “Como é que vocês sabem que foi má sorte? Pode não ter sido!”

Alguns dias após o desaparecimento do cavalo, o velho agricultor foi despertado por vários relinchos, alguns deles soaram conhecidos. Ao ir à janela, verificou que o seu belo alazão estava de volta e acompanhado por 16 garanhões selvagens. É uma tendência natural o regresso à casa onde se foi bem tratado e até qualquer cavalo sabe disso! Certamente, foi o que o velho agricultor pensou. Como é normal com todo o povinho, a vizinhança veio curiosa para analisar os garanhões selvagens e exclamava para o velho agricultor chinês: “Que maravilha, o seu cavalo voltou e ainda trouxe com ele outros 16! Isso é que é boa sorte!” O velho chinês, na sua sábia serenidade respondia: “Como é que vocês sabem que é boa sorte? Pode não ser!”

Aumentado o patrimônio eqüino, o filho único do velho agricultor dedicava-se com invulgar denodo ao adestramento dos garanhões selvagens. Um dia o jovem foi jogado ao chão e quebrou uma perna. A perna não foi totalmente recuperada e o jovem ficou deficiente, a ponto de coxear sempre que caminhava. Os vizinhos, ao conversar com o pai dele, lembravam o incidente e diziam: “O seu filho ter ficado aleijado foi realmente muita má sorte!” O velho agricultor não cansava de responder: “Quem vos disse que foi má sorte? Pode não ter sido!”

Estourou uma grande guerra e o exército veio à aldeia do velho agricultor recrutar todos os jovens. Só escapou o filho do agricultor por causa da deficiência na perna quebrada durante o adestramento dos garanhões selvagens. Um dia veio a fatídica notícia que todos os jovens soldados da aldeia tinham morrido numa cruenta batalha. Assim, o rapaz deficiente que tinha caído do garanhão selvagem foi o único jovem que restou na aldeia...

Ao ler esta história, prezados amigos e amigas leitores, pensei no que Saulo de Tarso escreveu na sua epístola aos cristãos de Roma:

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem Ele chamou de acordo com o Seu plano (Romanos, 8:28).

Realmente, não devemos esperar o que o censo popular denomina de “boa sorte” para darmos um sentido à nossa vida, ou seja, para fazermos o nosso viver valer a pena. Efetivamente, nunca sabemos se algum evento é boa sorte ou não. Portanto, não podemos contar com ela para sermos felizes ou chegarmos a realizar os objetivos que achamos que vale a pena concretizar. Além disso, o que num primeiro momento pode parecer “má sorte”, depois, na caminhada da vida, revela-se como a causa de muitos eventos de “boa sorte”. Por exemplo, se não tivesse saído da minha terra Angola, por causa de uma guerra civil sangrenta de mais de 27 anos, nunca teria conhecido a experiência de crescimento e vitórias sobre múltiplos desafios que fizeram de mim o que sou hoje. Não teria conhecido a multiplicidade e diversidade de culturas e gentes por ter sido obrigado a viver sucessivamente em países como Angola, África do Sul, Portugal e Brasil. Com certeza, não seria tão autoconfiante e realizado como sou efetivamente!...

Ao relembrar a velha lenda chinesa, vejo sentido em duas das oito normas que recordo e procuro seguir diariamente, como membro do Movimento Iluminador da Humanidade:

1) Agradecer a todas as coisas do Universo;

2) Ver sempre as partes positivas das pessoas, coisas e fatos, e nunca as suas partes negativas.

Agradecer a todas as coisas do Universo é agradecer até as coisas que o censo comum considera de “más” e não apenas as “boas”. Quando se cultiva o péssimo hábito de ver o lado negativo de tudo e reclamar disso, a vida se torna sombria, e quando se tem a postura mental contínua de ver o lado positivo de tudo, a vida se torna radiosa e feliz. Não reclame nunca dos fatos que ocorrem na vida, por mais difíceis que aparentem ser; agradeça, simplesmente! E o aspecto sombrio projetado momentaneamente na mente pela situação desafiadora se dissipará subitamente! Situações difíceis e desagradáveis passam a ser encarados simplesmente como desafios de aprendizagem para o autodesenvolvimento contínuo!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.