QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

sexta-feira, outubro 23, 2009

A INEXISTÊNCIA DO MAL

Recentemente, fui questionado sobre o ponto de vista defendido pelo Movimento Iluminador da Humanidade de que “o mal não existe verdadeiramente”. Realmente, o mal se manifesta no mundo dos fenômenos, contudo não tem existência absoluta. Só tem existência absoluta o que Deus criou, por isso mesmo, só existe verdadeiramente o Bem. Aliás, o Bem absoluto está contido na essência divina, pois só podemos conhecer Deus pelos seus atributos infinitos: sabedoria, amor, vida, provisão, alegria e harmonia. Todos estes atributos divinos são como faces do Bem absoluto que se confundo com o próprio Deus.

Agora, no nosso mundo fenomênico, o bem e o mal relativos se fazem presentes. No mundo da essência divina, que está em nós, o Deus do nosso interior de que nos falou Jesus Cristo, só existe o Bem absoluto.

Então, por que o mal se manifesta temporariamente entre nós?

No mundo dos fenômenos terrenos toma forma aquilo que reconhecemos na mente. Esta é uma lei mental inexorável e inquestionável. Assim, quando vivemos na disputa dualística do bem contra o mal, admitimos a existência do mal, visualizamo-lo na mente em maior ou menor quantidade e preenchemos a nossa consciência com maus pensamentos. E, como disse Budha: “com os nossos pensamentos criamos o mundo”. A mente do hábito entra em ação, contemplamos o mal, vemos o mal em tudo e pintamos todas as situações com as cores do mal. Em conclusão, há pessoas que logo de manhã, ao acordar, vêem tudo sombrio, apesar do sol brilhar intensamente; os pássaros podem cantar, mas as pessoas de mente sombria não escutam; pode haver belas flores à beira do caminho, contudo não vêem a sua beleza; o céu pode estar límpido, todavia não levantam a cabeça para admirar o azul celeste. Tudo isso porque alimentam continuamente o hábito de contemplar o mal relativo e temporário.

A prova que o mal não é perene foi a guerra civil que assolou o país onde nasci – Angola. Essa guerra civil, com mais de um milhão de mortos, durou 27 anos e parecia não acabar, nunca. Mas, terminou subitamente, de um dia para o outro, com a morte do líder da oposição, cujas tropas combatiam as do governo encarniçadamente. Na realidade, o mal é autodestrutivo; ele se auto-desintegra com o tempo, enquanto o bem, mesmo relativo, tende a perdurar, como ocorre com a organização Cruz Vermelha Internacional que presta socorro às vítimas de guerra no próprio palco das operações destrutivas. Por quê? Porque o bem relativo é um espelho do Bem absoluto, que existe para sempre. Quando mantemos o hábito de reconhecer e visualizar mentalmente o Bem absoluto, então, manifesta-se no nosso mundo das contingências o bem relativo que tem maior efetividade do que o mal relativo.

Agora, entendemos a metáfora bíblica que descreve a queda do Homem quando ele comeu do fruto da “árvore da ciência do bem e do mal”. Quando comemos deste fruto, tendemos a julgar uns aos outros: “este é bom, aquele é mau” ou “isto é bom, aquilo é mau” ou “esta é amorosa, aquela é odiosa”, então, nos rendemos à luta dualística de bem versus mal e passamos a reconhecer o mal que passa a manifestar-se, porque o Homem tem poder criador, que é a Imagem e Semelhança de Deus de que fala a Bíblia. Nós temos o poder de criar e recriar o micro-universo ou ambiente em que vivemos, com os nossos pensamentos transformados em palavras e ações. A Lei Mental é: “o que se reconhece e contempla na mente, manifesta-se infalivelmente”.

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

segunda-feira, outubro 19, 2009

POR QUE GRITAR?

Um dia, Mahatma Gandhi perguntou a um grupo de amigos:

- Por que as pessoas gritam quando estão irritadas?

- Porque perdem a calma. Respondeu um dos interrogados.

- Mas, por que gritar para uma pessoa que está perto? Questionou ainda mais Gandhi.

- Gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. Respondeu outro discípulo.

- Então, não pode ser dito em voz baixa, uma vez que estão perto uma da outra? Voltou a indagar Mahatma Gandhi.

Finalmente, Gandhi esclareceu:

- Quando duas pessoas estão irritadas uma com a outra, os seus corações se afastam muito. E, para cobrir essa distância, precisam gritar para se escutarem. Quanto mais irritadas estiverem, mais forte gritarão para ouvir um ao outro e cobrir a distância que as separam. Por outro lado, quando duas pessoas estão enamoradas, não gritam; falam suavemente e até sussurram.

E concluiu:

- Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que vos distanciem, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Conclusão, meus amigos e amigas: se num casal, homem e mulher não quiserem gritar um com o outro, devem fazer tudo para manterem-se enamorados, aliás, como no primeiro dia em que se conheceram. E este esforço não pode ser só de um, mas a dois!

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

sexta-feira, outubro 02, 2009

AMOR É SER

A inveja, o ciúme, a ambição, qualquer espécie de cobiça são paixões;

o amor é uma ação, a prática de um poder humano,

que só pode ser exercido na liberdade e

nunca como resultado de uma compulsão.

O amor é uma atividade e não um afeto passivo;

é um “erguimento” e não uma “queda”.

De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor,

antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.

Erich Fromm, in A ARTE DE AMAR


Florianópolis, 24/08/2002


Eles não conseguem entender

O AMOR

No modo SER!

Seu torpor

É viver

Na agonia,

Da periferia,

Do ter.

Seu amor

É passageira paixão,

Inveja,

Ciúme,

Ambição

E dominação!...

Eles não conseguem entender

O nosso AMOR

Que é um profundo SER,

É uma constante renovação,

É um contínuo crescer,

Uma libertação

Do espírito

E da ação!...

Lúcio Huambo


O AMOR é que é essencial.

O sexo é só um acidente.

Pode ser igual

Ou diferente.

O homem não é um animal:

É uma carne inteligente,

Embora às vezes doente.

Fernando Pessoa