QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

sexta-feira, janeiro 29, 2010

CICLOS DE VIDA


Recentemente me perguntaram por que encaro com relativa tranqüilidade importantes e, por vezes, radicais mudanças de vida sem me deprimir. Por que recentemente doei 95% dos meus livros para bibliotecas, tendo realizado seis viagens de carro para transportá-los? Enfim, por que viajei em seis meses duas vezes a Portugal, quando fiquei vinte e dois anos no Brasil sem viajar para o exterior?

Costumo responder que talvez seja porque pratico meditação e porque tudo faz parte da impermanência da vida e de estar a viver um novo ciclo de vida, que me fez valorizar novas situações e coisas a que antes não dava muita importância e abandonar outras que deixaram de ter valor. Além disso, quanto a mudanças radicais de vivência, não sou marinheiro de primeira viagem porque essa é a principal faceta da minha vida. Com cinqüenta e seis anos de idade, já vivi em 4 países e morei em 10 lugares ou cidades sucessivamente até chegar a Blumenau... Já fiz tantas mudanças de residência que perdi a conta... Já realizei 2 viagens de barco – ida e volta – entre Portugal e Angola, com oito e treze anos... E, 12 transcontinentais de avião, sendo 3 Europa-África e 9 Europa-América do Sul... Também, já vivi duas separações conjugais irreversíveis... Outros ainda experimentaram mais mudanças do que eu, certamente, impostas pelos ciclos da vida.

Assim, me identifiquei com o que me enviaram por e-mail, com autoria atribuída a Paulo Coelho e que passo a transcrever abaixo na íntegra:

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos. O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã...

Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso, é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos,

vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,

do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras

tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas. Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda:

isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo:

diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa... Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.

Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era e se transforme em quem é.

Acerte em tudo que puder acertar. Mas, não se torture com seus erros.


Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O PODER DE ENFRENTAR


Dos oito poderes divinos que nos propusemos a dissertar chegamos, agora, ao último que é o poder de enfrentar.
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Rotineiramente temos que enfrentar dificuldades, obstáculos, desafios e contrariedades que são testes contínuos à nossa capacidade de viver com equilíbrio. No momento da dificuldade, até, podemos querer fugir à realidade e procurar ignorar as situações difíceis que nos são colocadas, todavia parece que elas sempre voltam com a mesma feição e até com maior insistência e intensidade. Por isso, a melhor solução não é fugir, mas encarar. O medo de enfrentar causa angústia, perda de energia que retroalimentam o medo.
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Qual a melhor definição para o medo? Para mim, o medo é uma dor do passado projetada no futuro, assim como a mágoa é uma dor do passado projetada no presente. Mágoa e medo resultam de fantasias da nossa mente. Efetivamente, são criados temporariamente pela mente em ilusão. Ilusão é interpretar como real o que efetivamente é irreal. É a inversão fantasiosa do pensamento. Sentimos mágoa e medo do que realmente não existe!
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O mundo das formas é uma criação da mente, porém, no estado de ilusão, acreditamos que a nossa mente é dominada pelas formas da vida material; assim, sofremos e nos angustiamos segundo as mudanças do mundo das contingências ou formas materiais e não compreendemos a grandiosidade do sentido da nossa Vida que é Perfeição e Harmonia originariamente. Portanto, em conclusão, o medo de enfrentar as dificuldades e obstáculos da vida resulta unicamente da ignorância da nossa natureza divina que é a nossa essência. É a falta de autoconhecimento que leva ao medo.
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Quanto mais tememos enfrentar o que nos causa medo, mais o medo se apodera de nós. A melhor maneira de ultrapassar o medo é analisar bem a situação ou objeto que nos atemoriza e, à medida que o conhecimento aumenta, o medo se dissipa. O conhecimento é que nos ajuda a entender e aceitar as dificuldades, incluindo, situações e relacionamentos, com o sentimento de sermos vitoriosos, custe o que custar.
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Uma saída é realizarmos o que tememos e temos que fazer. Passo a passo, a nossa autoconfiança se fortalece com as vitórias e realizações parciais. É no campo de batalha da vida, sem fugir a qualquer dificuldade, que são vencidas as adversidades que nos intimidam.
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Quando tomamos a decisão de ir em frente, então, o Universo inteiro conspira para nos ajudar. Cumpre-se a frase: “quando eu peço, o Universo me ouve; quando eu me movo, o Universo me responde”. Cada obstáculo se transforma em simples degrau na ascensão para a vitória. Realmente, a vida é uma subida por uma escada gigantesca; se não quisermos sempre subir, certamente, seremos obrigados a descer, porque não nos conseguiremos manter onde nos sentimos espezinhados por aqueles que se precipitam para o cimo da escada. No campo de batalha não há meio termo, isto é, ou vencemos ou somos vencidos. Tudo depende da nossa escolha. Nós é que decidimos e sentimos aquilo em que nos queremos tornar. A opção é exclusivamente nossa, por isso, não adianta chorar sobre o leite derramado e, ainda menos, fugir dos desafios que nós próprios atraímos para nosso treinamento e aperfeiçoamento.
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O desenvolvimento do poder divino de enfrentar se faz pelo desenvolvimento da coragem e confiança para lidarmos com todas as pessoas e situações de modo destemido, sem interpretá-las como obstáculos, mas, antes, como oportunidades para aprendermos lições mais profundas de vida.
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Com o desenvolvimento gradativo do poder de enfrentar, também, paulatinamente são dissipados medos, inseguranças e dúvidas que porventura impedem a manifestação completa do nosso potencial infinito para crescer. Também, com ele sempre encontramos a solução adequada aos problemas.
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Nas situações que ultrapassam os nossos limites de agir, ou seja, cuja solução não depende exclusivamente de nós, a alma que usa equilibradamente e confiantemente o poder de enfrentar, também, tem a capacidade de discernir e aceitar as circunstâncias de modo natural e intuirá: “existe um benefício por detrás disso que não consigo mudar!”.
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O poder de enfrentar sempre deve estar apoiado na honestidade de sentimentos, palavras e ações. Quando nos apoiamos na verdade é que podemos ser autenticamente destemidos, porque quem é honesto e leal não precisa esconder os fatos. Mentir e esconder algo em assunto que envolve e compromete outra pessoa significa ter medo de enfrentar as consequências. “Ficar em cima do muro” ou usar de duplicidade ou falsidade é atrasar ou obstar o desenvolvimento do poder divino de enfrentar com base na manifestação do EU verdadeiro. Havendo verdade, a consciência torna-se poderosa, aconteça o que acontecer.
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As pessoas que desenvolvem o poder divino de enfrentar são normalmente olhadas como “pessoas com sorte”. Então, prezados leitores, amigos e amigas, TENHAM MUITA E BOA SORTE! Mas, não esqueça que "A SORTE PROTEGE OS AUDAZES", ou seja, os que detêm 'O PODER DE ENFRENTAR'...
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Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, janeiro 17, 2010

PROFECIA


És o meu homem, mas homem-menino
- com encanto, ela me disse um dia, assim.
Se foi pela candura ou pelo meu tino,
não sei bem o que ela viu em mim.
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Pela masculinidade hão-de te querer,
pela tua pureza hão-de te ferir,
mas nunca esqueças que o que te faz sofrer
é o que sempre, ainda, te fará sorrir!
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Elas, pelas suas vidas ao desatino,
quase irão naufragar o teu destino,
porém, tens em ti o melhor abrigo!
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Afinal, o sofrimento sempre te fará crescer,
mas o menino que és vais continuar a ser!
Quem sabe, um dia, voltes a ficar comigo?!

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Lúcio Huambo
Lisboa, 17/01/2010.

sábado, janeiro 16, 2010

O PODER DE INTROVERTER


Hoje é o dia adequado para escrever sobre este poder divino tão necessário a uma vida equilibrada e com sentido.
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O poder de introverter é essencial para sobrevivermos emocionalmente face às maiores adversidades da vida. Pode-se dizer que ele é o nosso poder de resiliência, isto é, de absorver os impactos negativos e continuar bem vivo.
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Além da sustentabilidade, a resiliência é hoje um conceito de equilíbrio ambiental. Assim, fala-se em construções e cidades sustentáveis e resilientes; um ecossistema resiliente é aquele capaz de suportar mudanças inesperadas sem correr o risco de entrar em colapso.
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Na vida pessoal, o poder divino de introverter nos dá resiliência porque nos dá a capacidade e habilidade para enfrentar situações inesperadas adversas sem entrar em colapso físico, emocional e espiritual.
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Com o poder de introverter aprendemos a imitar a tartaruga, que perante uma ameaça externa se recolhe na sua carapaça. Também, nós devemos nos recolher na carapaça do conhecimento e introversão espiritual quando pressentimos perigos para a nossa integridade física, emocional e espiritual.
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Quando algo ou alguém nos ameaça ou agride, devemos ficar em silêncio na posição de observadores atentos e desapegados, para retirarmos da reflexão desenvolvida no silêncio interno a melhor rota a seguir.
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Se desenvolvermos o poder de introverter, verificaremos paulatinamente que não reagiremos de cabeça quente a provocações; com isso, aprenderemos a ficar calmos e tranquilos no conforto da nossa fortaleza interna, sem passarmos por grandes tristezas, dores emocionais e gastos de energia inúteis. Encararemos com serenidade as ações de rejeição que nos atingem. Aprenderemos a perdoar efetivamente. Com ele saberemos como mergulhar dentro de nós mesmos para obter paz e poder.
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Na realidade, não sou responsável por tudo o que se passa à minha volta; ainda menos, pela negatividade que se instala nas mentes dos outros e que pode ser projetada contra mim. Porém, eu sou o único responsável por tudo o que se passa dentro de mim e como eu reajo às solicitações externas.
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A introversão é indutora do silêncio e é no silêncio interno que alcançamos maior controle sobre a nossa mente. Talvez, por isso, os árabes prezam tanto a frase: “o silêncio é de ouro”. Realmente, há adversidades e dores que só devem ser enfrentadas e curadas com o silenciamento interno e externo para uma completa elaboração que as mitigue completamente. Chega-se deste modo ao controle da mente sobre esses impactos negativos, porque ter o controle da mente significa acabar com os pensamentos de desperdício e com todas as sombras do passado, o que cria harmonia e equilíbrio internos.
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Há pessoas que dirigem as suas vidas ao sabor dos acontecimentos, vontades e valores externos. São como birutas de aeroporto empurradas pelo vento nas mais diversas direções. Essas pessoas não conhecem a paz interna e a estabilidade emocional. Não têm qualquer projeto de vida. Correm atrás de um engano e se frustram continuamente, porque o que é válido para elas hoje deixa de o ser amanhã.
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Se cultivarmos o hábito de observar o mundo externo a partir do nosso templo interno, a partir de dentro para fora, então, identificaremos as “cascas de banana” que, muitas vezes, nos lançam para escorregarmos, analisaremos as alternativas para contornar os obstáculos e imediatamente tomaremos uma decisão para seguir adiante com o mínimo de prejuízos e mazelas. Poderemos assumir como nossa a frase que alguém disse: “eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas!”. Assim, com base no poder divino de introverter baseado no EU, encontramos sempre uma solução para qualquer dificuldade e fortalecemos cada vez mais a autoconfiança.
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O poder divino de introverter é desenvolvido na união com a Fonte Suprema de sabedoria, amor, vida, provisão, alegria e harmonia. É no contato íntimo com o nosso EU divino ou Deus interior, de que nos falou o Mestre dos Mestres quando afirmou: “o Reino de Deus está dentro de vós” ou “vós sois deuses”.
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O método preciso para ultrapassarmos com sucesso e sem grandes feridas emocionais todos os obstáculos é a corporificação da introversão e dos restantes sete poderes divinos. É com eles que podemos experimentar o nosso estado natural e eterno de serenidade e amor, em qualquer circunstância, principalmente, em situações de rejeição ou agressão.
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Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

domingo, janeiro 10, 2010

LIVRE

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Sou um livre pensador
amigo da verdade
que eu acho em mim:
sabedoria, vida, amor,
paz, harmonia, prosperidade,
alegria, o meu EU, enfim...
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Na profundidade do meu SER
acho tudo o que preciso:
o que não consigo barrar,
o que me faz crescer,
me alimenta o sorriso,
a viva fonte que não cessa de jorrar!...
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Lúcio Huambo
Lisboa, 10/01/2010

O PODER DE AJUSTAR


O poder de ajustar é também o poder de harmonizar e harmonizar-se.
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Costumo dizer que a minha vida é como um rio. Em 1986, eu ousei despedir-me da empresa pública Electricidade de Portugal – EDP/EP, onde trabalhava no Gabinete de Engenharia, do Sector Hidráulico, na cidade do Porto, para enveredar pela carreira docente, passando a ganhar 80% do salário anterior. Ao me despedir dum colega, ele me sugeriu que eu poderia voltar num concurso público posterior; eu respondi que a minha vida é como um rio e que este só corre para a foz e não para a nascente. Nunca me arrependi da decisão tomada!... Realmente, o que existir a viver é o presente e o futuro e nunca o passado, que só se repete como farsa. Querer repetir o passado é como beber café requentado! Geralmente, o sabor é de amargor…
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Neste ponto, serve-nos a metáfora do rio para analisar a vida no sentido de que as suas águas ultrapassam todos os obstáculos antes de desaguarem no imenso oceano. Apesar dos obstáculos, o que nos espera é sempre maior e mais abundante do que passou, por isso, temos sempre de nos ajustar a ou harmonizar com todas as situações e personalidades, por mais difíceis que sejam, não as confrontando, mas contornando-as para seguir adiante harmoniosamente até ao destino maior. Se algo nos foge das mãos é porque não nos pertence e nos está reservado algo muito melhor que sobrepujará a perda experimentada!
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Saber ajustar-se ou harmonizar-se é fazê-lo com humildade sem qualquer indício de subserviência, é manter-se digno e autêntico em modos e atitudes. Saber ajustar-se é não se deixar contaminar pela raiva e sentimentos baixos egoísticos dos outros. Mesmo com algum sofrimento temporário, quem sabe ajustar-se deve manter a sua missão de beneficiar os outros sem prejuízo da sua própria auto-estima. É ser como a rosa que se cria e desenvolve no meio dos espinhos sem se deixar ferir por eles. Quiçá, deriva disso a sua maior beleza natural…
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O desenvolvimento do poder de divino de ajustar leva-nos ao exercício da sabedoria que antecipa como agir perante certas situações e comportamentos difíceis, principalmente, criados por pessoas emocionalmente instáveis e problemáticas.
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Quem sabe ajustar-se é benevolente e nunca usa a força ou a chantagem sentimental para alcançar os seus fins. Também, não brinca com os bons sentimentos de outrem. Torna-se uma pessoa de trato fácil. É compreensiva e dócil com as limitações dos outros. É flexível para se adaptar a mudanças repentinas e expressa serenidade face aos maiores desafios.
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O poder de ajustar só progride com a consolidação da autoconfiança e do auto-respeito. Quem tem autoconfiança e auto-respeito não vive a queixar-se, nem atribui aos outros a culpa pelo que lhe acontece. Sabe que existem corresponsáveis e não culpados. Por isso, assume sempre a sua parte na responsabilidade por qualquer insucesso que vivencia.
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Quem usufrui da harmonia interior e com os outros ajusta-se à vida encarando-a como um jogo convidativo ou aliciante.
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Amigos e amigas, prezados leitores, jamais tenhamos pensamentos e atitudes que nos levem ao conflito com a nossa própria experiência de vida! Nós somos agentes e não vítimas; somos atores e autores e não espectadores! Vamos considerar com caráter absolutamente tranquilo todos os acontecimentos e só depois agir com base na realidade analisada maduramente!...
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Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

O QUE MEREÇO

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Os dias me trazem a plena paz que mereço
porque no meu leito de vida já não são pesadas
as partículas d’água com um novo endereço
e não movem moinhos as águas já passadas.
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Não são as lembranças que me moldam o destino,
nem com letras mortas lavro novos objetivos;
não são recordações que levam outros ao desatino
que me perturbam a vida e os meus motivos.
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Ideias e palavras que eu sozinho invento
dão ao meu caminho um novo sustento
e fazem de mim o homem que quero ser.
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Os desafios que me proponho são o meu alento,
a minha divisa, o meu alvo, o meu intento,
enfim, tudo o que eu faço por merecer.
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Lúcio Huambo
Lisboa, 10/01/2010.

sábado, janeiro 09, 2010

ENFRENTANDO OS OBSTÁCULOS


APROVEITE HOJE PARA MEDITAR E INTERIORIZAR:

Sinto toda a minha energia interna a fluir em direção ao melhor que existe em mim...
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À medida que vou ultrapassando todas as circunstâncias da vida, sinto-me forte e cheio de coragem para encontrar soluções sábias para todas as situações que venham ao meu encontro...
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As situações e obstáculos são como meus professores... Há sempre algo para aprender... Há sempre algo que deve ser entendido atrás de cada cena deste drama ilimitado no qual estou inserido...
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Vejo todas as situações como um observador de mim mesmo... Do alto verifico o que se está a passar... Observo as minhas atitudes em relação ao momento presente... Observo os meus pensamentos... E reestruturo a minha forma de agir e atuar...
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Com esta consciência espiritual sou capaz de encontrar a melhor solução para este momento... Escolho as melhores palavras que deverão ser ditas... A melhor atitude a ser tomada...
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Uso a minha determinação para agir da forma mais correta e digna, pois entendo que as cenas futuras dependem desta cena presente... Ao agir de forma intempestiva, posso magoar-me ainda mais a mim próprio e aos outros... Se agir de forma sensata e correta, conseguirei rapidamente libertar-me desta situação em que me encontro neste momento...
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O meu coração preenche-se de paciência e tolerância... Naturalmente caminho em direção às soluções de forma segura e destemida...
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Sou inabalável e aprendo com tudo aquilo que se passa à minha volta... Esta experiência está a deixar-me cada vez mais seguro e forte... Sou um aprendiz, um eterno estudante nesta vida... E os obstáculos vêm apenas para dizer-me onde estão os meus pontos fracos e como posso transformá-los...
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Mantendo os meus pensamentos positivos e sem me deixar levar pelas emoções, sinto a felicidade crescer internamente... Já consegui vencer mais um obstáculo!
Sou forte... Sou corajoso... Sou uma alma cheia de sucesso!
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Permaneço alguns momentos envolvido nestes sentimentos elevados...
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Do livro "Experiências de Meditação" de Brahma Kumaris - Academia Para Um Mundo Melhor, 2002.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

CONTRADIÇÃO


A ti devo as duas faces que eu sou:
o amor e o desamor,
o verbo e o que em mim ele calou,
o frio que se intercala ao calor,

os ciclos contrários que geram a vida,
marcha e contra-marcha da evolução,
senda vitoriosa, caminhada vencida,
marcas apagadas no meu coração…

Esta a contradição que em mim gravaste
como paga ao amor que sempre te dediquei
pelas muitas negas que semeaste.

Terreno fértil em que plantaste
o que em ti eu mais amei
para, enfim, eu dizer sim ao que me negaste…



Lúcio Huambo
Lisboa, 08/01/2010.

O PODER DE COOPERAR


Como diz a própria palavra, cooperar é operar conjuntamente, é agir juntamente com alguém para lhe resolver alguma necessidade. Esta atitude de ser cooperativo exige um espírito de solidariedade, pronto a dar a mão a quem mais necessite, principalmente, nas horas de maior aperto.

Diz-se que a melhor definição de amigo é “aquele que aparece quando todo o mundo desaparece”. Realmente, só é cooperativo quem tem propensão para cultivar a amizade sem interesses de retribuição. Isto só se consegue com uma mente generosa, apoiada no atributo divino denominado amor. Cooperação é renúncia do ego e egoísmo.

O que mais impede a cooperação, principalmente, no ambiente de trabalho, ou, até na família, é o sentimento perverso de competição. A competição pode ser saudável quando incita ao progresso de todos, porém é nociva quando conduz à humilhação e submissão servil de uns em relação a outros. Neste último caso, mais tarde ou mais cedo, conduz inevitavelmente à rebelião de quem se julga alvo de injusta exploração e subalternização.

Um chavão bastante surrado é que “a união faz a força”. É uma verdade tão decantada e confirmada pela experiência. No desporto, é sabido que a soma de grandes talentos não faz uma equipa campeã. É necessário que todos os membros da equipa cooperem harmoniosamente e cumpram a divisa máxima de “um por todos e todos por um” – no latim, “et pluribus unum” –, além dos talentos e esforços individuais, para que uma vitória se some após a outra e seja alcançado o objetivo principal previamente definido.

Quando cooperamos com outras pessoas transmitimos-lhes uma sensação de felicidade, contudo a nossa atitude não deve redundar na nossa própria insatisfação, porque para ser cooperativo não é preciso ser servil; o servilismo leva à escravidão e não à libertação. A libertação é a manifestação do Eu verdadeiro sem rebaixa da auto-estima.

A natureza conflituosa dos outros no ambiente que frequentamos leva-nos, muitas vezes, a desistir da cooperação. A cooperação se apoia na harmonia e aprofunda-a ainda mais. Enquanto a desarmonia entra pela porta da frente, a cooperação retira-se pela porta dos fundos ou pelas janelas.

A cooperação é conseguida com o estabelecimento da confiança entre as pessoas que convivem; isso exige humildade nas atitudes, proximidade de relacionamentos e unidade de esforços. Quando esta postura mental é assumida por todos, então, a cooperação torna-se natural e muito desejável.

O melhor da atitude cooperativa é que ela normalmente induz a reciprocidade. Assim, quanto mais cooperamos com os outros, mais nasce neles o desejo de cooperarem connosco. Portanto, para criarmos à nossa volta um ambiente de cooperação, devemos confiar mais na nossa capacidade individual de criação e motivação para tal.

Amigos (as), sejamos pró-ativos (as), vamos dar primeiro cooperação para recebê-la depois!...

Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.

quarta-feira, janeiro 06, 2010


Só estou,
só ficarei;
com o que me inundou
para sempre eu fiquei.

Quero sorver
o que me faz viver;
quero fruir
o que me faz sentir.

Fruição do prazer
da ausência de ser;
ser e agir
no que me faz sorrir.

Sorriso de esperança
na caminhada que avança;
avanço subtil
de um a mil.

Mil que se alcança
em rotina mansa,
com espírito juvenil
e força varonil.

É uma solidão criativa,
inspirada, renovadora,
que me mantém a alma viva
pela Mente Criadora!...


Lúcio Huambo
Vôo TAP Terceira-Lisboa, 01/01/2010.

O PASSADO E O FUTURO

Dois homens caminhavam por uma estrada quando encontraram um vendedor de maruvo - vinho de palmeira. Os viajantes pediram-lhe maruvo e o vendedor impôs uma condição:
- Terão de me dizer os vossos nomes.
Um deles disse:
- Eu chamo-me "De Onde Venho".
E o outro:
- O meu nome é "Para Onde Vou".
O vendedor de maruvo aplaudiu o primeiro nome e reprovou o segundo, negando a este o vinho de palma.
Então, rebentou uma grande discussão e resolveram procurar o juiz para esclarecer a questão. O juiz, após tomar conhecimento da querela, ditou a seguinte sentença:
- O vendedor de maruvo estava errado. "Para Onde Vou" é que tem razão, porque "De Onde Venho" já nada se pode obter; pelo contrário, o que se puder encontrar está "Para Onde Vou"!
Conto popular de Angola do folclore da etnia Kimbundu.