QUEM É O HOMEM?

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem: o homem é Espírito, é Vida, é Imortalidade.
Deus é a Fonte Luminosa do homem e o homem é luz emanada de Deus. Não existe fonte luminosa sem luz, nem existe luz sem fonte luminosa. Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo, Deus e homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito. Porque Deus é Amor, o homem também é Amor. Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.
O Espírito não é peculiar à matéria, o Amor não é peculiar à matéria, a Sabedoria não é peculiar à matéria.
Portanto, o homem, que é Espírito, que é Amor, que é Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

(Trecho da "Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade", revelada ao Prof. Masaharu Taniguchi).

segunda-feira, março 14, 2011

A PINTURA VIVA DO MUNDO

É a nossa própria mente que vai construindo a pintura viva do mundo em que escolhemos viver. O nosso mundo é uma pintura tridimensional, ou melhor, multidimensional em que cada indivíduo dá a sua pincelada. Cada cor, cada linha que aparece nessa pintura foi primeiramente pintada no interior da mente, seja individual ou coletiva, e só depois se materializou externamente.    
O mais interessante dessa pintura é que os próprios pintores são uma parte da pintura e aparecem nela. Não há efeito no mundo exterior, que é a pintura, que não tenha brotado de uma fonte interna que é a mente dos pintores, eles também representados na pintura viva e dinâmica. Portanto, esse movimento externo contínuo nasceu primeiro no interior da mente.
A nossa maior herança é a criatividade consciente. É esta criatividade consciente que coloca o ser humano acima dos outros seres vivos na escala da evolução biológica. Contudo, a criatividade não é apanágio só da espécie hominídea. Todo o ser vivo é criativo, e o mundo vivo resulta de uma cooperação espontânea que existe, em menor e maior grau, entre os menos e os mais evoluídos, entre os menores e os maiores em dimensão, entre os átomos e as moléculas, sob a racionalidade de uma mente consciente.
Toda a consciência cria o mundo, emergindo do sentimento. Os sentimentos e as emoções emergem para a realidade por vias definidas através do pensamento consciente. Portanto, aparecem os pensamentos no berço já definido pelas emoções e sentimentos. Os ritmos de desenvolvimento da pintura viva do mundo, como o vemos, são o resultado dos aspectos criativos que constituem a porção essencial de toda a forma de vida.
Estes aspectos da criatividade residem na psique de todas as espécies que habitam o planeta, desde os primórdios do planeta com os seus primeiros moradores – as bactérias; e, além de cada espécie vivente, na psique de cada indivíduo. Na psique individual e coletiva estão gravadas as impressões digitais que determinam inexoravelmente a evolução da pintura viva do mundo.
Assim, pode-se concluir metaforicamente que a Terra tem a sua própria alma. Por analogia, dizemos que montanhas e vales, oceanos e rios e todos os fenômenos naturais emergem da alma da Terra, assim como os produtos manufaturados e eventos históricos provêm da mente interior da alma da humanidade. O mundo interior de cada ser humano está conectado com o mundo interno da Terra. O espírito torna-se carne. Parte de cada alma individual está intimamente ligada com o que se chama de alma do mundo ou alma da Terra.  
Nas minhas aulas introdutórias da disciplina Geologia de Engenharia sempre refiro dois princípios filosóficos que presidem a história da Terra: 1) a natureza está em contínuo movimento; 2) a natureza tem o senso do equilíbrio. Assim, homens e mulheres se quiserem viver adequadamente devem manter uma conexão íntima entre as suas almas e a alma da Terra. Essa ligação revelará dinamismo e equilíbrio ou harmonia no modo de viver individual e coletivo. Uns tempos atrás, durante uma entrevista, curiosamente vi o entrevistado interrogar o entrevistador: “Na Terra, quais são os únicos animais que engordam e vivem acima do seu peso adequado?”. A reposta foi: “O homem e os animais que ele domesticou”. É a discordância com a natureza e o modo de vida natural que leva ao desequilíbrio e à doença do ser humano, de todos os tipos: físico, emocional, mental e espiritual. No mundo da criação divina tudo era originariamente perfeito, tudo denotava equilíbrio e harmonia; por isso, se diz que doenças e imperfeições são projeções da mente em ilusão, ou seja, em desequilíbrio com a sua vocação natural.
Nós projetamos os nossos pensamentos, sentimentos e expectativas no mundo exterior, então percebemos essas projeções como realidade externa. Quando parece que outros estão nos observando, nós estamos nos observando sob o ponto de vista das nossas próprias projeções mentais.
Assim nós somos a pintura viva de nós próprios. Nós projetamos o que pensamos que somos no nosso próprio corpo físico. Nossos sentimentos, nossos pensamentos conscientes e inconscientes, todos alteram e formam a nossa imagem física. É relativamente fácil entendermos isto...
Contudo, não é fácil entendermos que a nossa experiência ou vivência externa do dia-a-dia é determinada do mesmo modo que a nossa imagem física pelos nossos sentimentos e pensamentos, ou que os eventos que ocorrem na nossa vida são iniciados por nós mesmos no nosso ambiente interno mental ou psíquico.
Não é por acaso, nem por determinação dele próprio, que o nosso corpo físico se torna magro ou gordo, baixo ou alto, doente ou saudável. Estas características são intrinsecamente mentais, portanto são projetadas externamente conforme a auto-imagem física que vamos construindo no interior da mente.
As nossas características no nosso nascimento físico são nossas por alguma razão. Não ocorreram por acaso. O nosso Eu interior, que chamamos de Alma individual, selecionou-as e moldou-as. Em certa amplitude, o Eu interior chegou mesmo a alterar muitas delas. Não chegamos a este mundo sem uma história pretérita. A “história” que é parte de nós mesmos, que é a nossa identidade, é escrita na nossa memória inconsciente que reside não só no interior da nossa psique, mas que é codificada fielmente nos nossos genes e cromossomas e estampado no sangue que circula nos nossos capilares, artérias e veias.
Nós participamos de muitas realidades além das que conhecemos conscientemente. A consciência das horas comuns à luz do dia – ego consciente – brota como as pétalas de uma flor de um solo subterrâneo, o berço do inconsciente ou subconsciente da nossa realidade pessoal. Assim, quase sem percebermos, o próprio ego emerge conscientemente ou mergulha de volta no mundo inconsciente, do qual ressurge para ser um novo ego fenomênico como uma nascente que jorra do interior da alma da Terra.
Nós não temos hoje o mesmo ego que tínhamos há cinco anos, embora não tenhamos uma percepção perfeita acerca do processo de mudança ocorrido. O ego provém da ação do nosso ser e consciência, mas como o olho físico não pode observar as suas multiformes facetas e expressões, não nos apercebemos como ele vive, morre e renasce constantemente.
Fisicamente, a estrutura de uma célula retém sempre a sua identidade, embora a matéria que a compõe seja continuamente alterada. Também, as estruturas psicológicas retêm a sua identidade, o seu padrão de unicidade, embora mudem constantemente, morram e renasçam.
O nosso olho emerge da estrutura física. O ego emerge da estrutura da psique. Nenhum deles pode ver-se a si mesmo. Os dois olham para fora – um deles a partir do corpo físico, e o outro a partir da psique interior.
A consciência física criativa manifesta o olho. A psique interna criativa expressa o ego. O corpo cria o olho na esplêndida sabedoria do seu grande conhecimento inconsciente. O olho físico e o ego psicológico são formações focadas na percepção da realidade exterior.
Muitos progressos estão por fazer no avanço do conhecimento nesta área. Os psicólogos têm dificuldade de pensar em termos de alma, os líderes religiosos são incapazes, ou recusam – o que é pior – compreender a vida humana em termos psicológicos, mesmo bem simples. Ou seja, a psicologia e a metafísica ainda vivem de costas uma para a outra.
É de grande utilidade sabermos que a nossa experiência no mundo físico ou material flui do centro da nossa psique interior. Eventos externos, circunstâncias e condições são decorrências de vivências anteriores. Se alterarmos o estado da psique automaticamente, mudamos os rumos das nossas circunstâncias.
Não existe outro meio válido de mudança dos eventos físicos. Assim, os nossos pensamentos, sentimentos e imagens mentais podem ser chamados de eventos externos incipientes, pois de uma maneira ou de outra tendem a ser materializados na realidade dos fenômenos físicos.
Temos o poder de transformar as condições aparentemente mais permanentes da nossa vida experimentando de modo contínuo e persistente atitudes variáveis em relação a esses condicionalismos. Não existe nada na nossa realidade externa que não se tenha originado de dentro de nós. Portanto, temos o poder de mudar radicalmente o que nós mesmos criamos.
Certamente, ocorrem interações com outras pessoas, contudo só nós decidimos o que recusar ou aceitar nessa interação, através dos nossos pensamentos, emoções e atitudes que assumimos como consequência. Isto se aplica em todas as áreas da nossa vida pessoal. Foi-nos concedido da maneira mais miraculosa o dom de criar a nossa experiência de vida.
Na existência terrena aprendemos a dirigir a inesgotável energia que nos é proporcionada. A condição coletiva da Terra, e a situação de cada indivíduo que nela habita, é a materialização do progresso da humanidade à medida que molda o seu mundo interno e externo.
A alegria da criatividade flui através de nós tão espontaneamente e sem esforço como a respiração. Os nossos sentimentos são realidades eletromagnéticas que se projetam externamente, afetando o ambiente que nos envolve. Eles se agrupam por atração, construindo eventos e circunstâncias que se juntam sob a forma de matéria por meio de objetos ou como simples ocorrências temporais.
Alguns sentimentos e pensamentos são traduzidos em estruturas físicas denominadas de objetos; estes existem no meio chamado espaço. Outros são por sua vez traduzidos em estruturas psicológicas denominadas acontecimentos que parecem existir no meio chamado tempo.
A duração de um objeto ou de um acontecimento no espaço ou no tempo é determinada pela intensidade dos pensamentos e emoções que lhes deram origem. A duração em termos de espaço não é o mesmo que duração em termos de tempo. Um evento ou objeto que tenha uma manifestação breve no espaço pode ter uma duração muito maior no tempo. Pode ter muito maior importância e intensidade, permanecendo na nossa memória, por exemplo, muito depois de ter desaparecido no espaço visível. Tal evento ou objeto não existe só simbolicamente na nossa mente ou memória – mas pode continuar como realidade ou evento no tempo, continuamente.
Por isso, reagimos não só ao que é visível aos nossos olhos físicos no espaço, ou só ao que está à frente de nós no tempo próximo, mas também a eventos ou objetos cuja realidade ainda permanece conosco, embora pareçam ter desaparecido. Quantos conflitos familiares ficam para sempre retidos na mente de uma criança e afetam para sempre a sua vivência futura, principalmente se forem reforçados por um adulto irresponsável!...
Basicamente, criamos a nossa experiência de vida através das nossas crenças sobre nós próprios e a natureza da nossa realidade pessoal. Criamos o que vivenciamos através das nossas expectativas. Os nossos sentimentos e as nossas atitudes emocionais, em relação a nós próprios e a vida em geral, governam os vários campos da nossa experiência.
Podemos tocar a vida em frente como se sentimentos ou emoções não existissem. Até podemos refutá-los e combatê-los. Porém, representam os nossos impulsos mais profundos e criativos; então, lutar contra os sentimentos e emoções é como nadar rio acima contra a corrente. Os tons sentimentais permeiam o nosso próprio ser.
O sentimento é que nos move e dá fibra, é a fonte da energia que dedicamos à nossa existência física. É o que nos dá estrutura e tenacidade para transformar os obstáculos da vida em meros desafios e exercícios de crescimento e aprimoramento. O sentimento se transforma no que somos como ser físico, nos materializa em carne que aparece no mundo fenomênico do binômio espaço-tempo. Todavia, a origem dos sentimentos é praticamente independente do mundo como o percebemos pelos cinco sentidos.
À medida que aprendemos a resgatar o sentimento do nosso interior mais recôndito, então, tomamos consciência do nosso autêntico potencial infinito, traduzido em resistência e persistência, que nos leva a realizações e realidades existenciais mais profundas e significantes.
É o sentir que preenche e ilumina os aspectos individuais da vida e determina massivamente o clima subjetivo em que vivemos. É a nossa essência específica. A impressão digital da nossa alma. Não determina cada evento especificamente, mas dá as cores para a nossa pintura viva do mundo, ou seja, para definirmos as diretrizes gerais da nossa experiência de vida...
O sentir é a nossa expressão em termos energéticos – energia pura – que faz brotar a nossa individualidade, o eu e o EU, uma identidade inconfundível que não pode ser duplicada.
Esta energia pura provém do núcleo do SER, do Tudo Que Somos, e representa a fonte da nossa vitalidade inesgotável. É o SER em nós. Como tal, toda a energia e poder deste SER está focada e refletida através de nós em direção a uma existência tridimensional conforme a sentimos.
Cada um de nós é um ser único na maneira de sentir a vida e o mundo físico, porém expressa essa maneira de sentir de forma a ser partilhada por outros seres com uma consciência coletiva focada na realidade física. Assim, comungamos com todos os outros seres humanos, seres viventes – animais e plantas – e até com a matéria mineral a nossa ligação com a mãe Terra, como planeta vivo.
Hoje, entende-se facilmente que a natureza é dinâmica, ou seja, está em contínuo movimento, e que os processos dinâmicos naturais visam estágios de equilíbrio. Uma interferência estranha em qualquer estágio de equilíbrio desencadeia um novo processo dinâmico em busca de novo estágio de equilíbrio. Assim, os fenômenos geológicos rotulados como acidentes – erosões, deslizamentos, assoreamentos, etc. – são efetivamente processos naturais que buscam situações de equilíbrio em resposta a interferências externas, antrôpicas ou outras, que visam situações naturais de equilíbrio do ambiente físico. O mesmo pode ocorrer no meio ambiente biológico e no meio ambiente sócio-econômico com situações rotuladas de degradação ou de crise. Isto se aplica à vida individual, pois cada um de nós também faz parte da natureza. Nós temos o senso do equilíbrio e sempre buscamos respostas para situações instáveis ou de crise com o objetivo de atingir novos estágios de equilíbrio, que nunca são permanentes porque a natureza é dinâmica. Em suma, cada um de nós é uma porção da natureza e não deve considerar-se separado dela.
Não é nenhum exagero nem absurdo dizer que a matéria mineral, com todos os minerais e rochas, tem uma consciência de espécie ou gestalt consciente como todas as células vivas do nosso corpo. Ou seja, cada espécie natural tem princípios operacionais próprios, com tendências auto-organizacionais dos estímulos recebidos, visando algo. Este conceito de gestalt recebeu uma contribuição fundamental com a fenomenologia de Edmund Husserl, ao afirmar que toda consciência é consciência de alguma coisa, por isso, a consciência não é uma substância, mas um processo dinâmico constituído por atos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão, etc.), que visam algo. As células e órgãos de qualquer corpo vivo têm uma consciência coletiva ou gestalt consciente. A raça humana tem a uma gestalt consciente que lhe é específica ou consciência coletiva, embora individualmente não estejamos conscientes disso.
A consciência coletiva de raça humana também nos confere uma identidade. Embora cada ser humano seja um indivíduo único e independente, também é uma parte da identidade da raça humana. Se nos limitarmos à nossa realidade física, estamos confinados a esta identidade coletiva. Todavia, apesar de sujeitos a uma trama ou rede coletiva própria da espécie humana, nós temos inteira liberdade para criar a nossa experiência de vida individual em todos os aspectos, a nossa pintura viva do mundo. A própria vida individual, e em certa amplitude a experiência de vida individual, ajudam a criar o mundo como ele é na época de existência terrena individual.
É muito importante cada um estar plenamente consciente da sua posição dentro da natureza. A natureza é criada de dentro para fora. Leitor(a) amigo(a), a sua vida pessoal, como você a conhece, sai do seu interior. Como você faz parte da Grande Vida universal, de certo modo, podemos concluir que se concedeu a vida que está sendo vivida através de você. Você constrói a sua própria realidade. Ninguém pode escapar a esta lei universal. Não adianta culpar alguém por ser o que você é.  Assumir isto é o verdadeiro segredo da criatividade.
No processo de criação individual do mundo é importante entender o papel do ego. O ego é uma parte bem específica da nossa identidade. O ego e a mente consciente não são a mesma coisa. O ego é composto de várias partes da personalidade – é uma combinação de características, sempre mutantes, mas que agem unitariamente – a parte da personalidade que lida diretamente com o mundo externo. A mente consciente é um atributo da percepção, uma função que pertence à consciência interior, mas que está voltada para o mundo dos eventos externos. É através da mente consciente que a alma olha para fora.
O ego é o olho pelo qual a mente consciente percebe o mundo exterior, ou o foco através do qual vê a realidade física. Mas a mente consciente tem a capacidade de mudar automaticamente o seu foco ao longo da vida. Assim, embora pareça ser o mesmo para si próprio, o ego de cada pessoa muda continuamente. É só quando a mente consciente se torna rígida na direção assumida, ou permite que o ego lhe usurpe as funções decisórias, que crescem as dificuldades na vida da pessoa. Neste caso, o ego só permite que a mente consciente trabalhe em certas direções e bloqueia a sua lúcida e clarividente atuação em outras.
O papel da mente consciente no traçado do nosso destino é bem explicado pelo Professor Masaharu Taniguchi, na sua coleção “A Verdade da Vida”, no volume 24, página 84, nos quatro parágrafos que transcrevemos a seguir:
Então, a questão é como modificar a “mente dirigida pelo hábito”, que traça o nosso destino, ora atraindo, ora repelindo acontecimentos bons e maus. Creio que todos desejam sabê-lo.
Os psicólogos dizem que o consciente representa apenas cinco por cento de toda a mente, e os noventa e cinco por cento restantes constituem o subconsciente, que se esconde por trás daquele. Mas o subconsciente, que quantitativamente representa a grande parcela de noventa e cinco por cento, é dirigido pelo consciente, que ocupa apenas cinco por cento da nossa mente. O subconsciente é passivo, não age por sua iniciativa e livre vontade; apenas age, por hábito, conforme a diretriz recebida. Em oposição o consciente é ativo, e dotado de livre vontade.
Portanto, o consciente constitui o personagem central que traça o nosso destino ou molda o nosso caráter. A arma que este personagem usa para governar o destino ou o caráter é o Verbo (palavra). Quando a mente entra em ação e se desenrola como palavra, tudo sofre transformação. Isto porque todas as coisas são feitas de palavra, isto é, vibração.
O termo “palavra” não se refere apenas à palavra falada ou escrita. O pensamento também é uma espécie de palavra. Entretanto, para concentrar o pensamento em um único objetivo, sem receber interferência de imagens perturbadoras, é preciso muito exercício, muito treinamento mental.
Apesar do grande esforço concentrado que temos que fazer para participar conscientemente da pintura viva do mundo, não devemos desistir desta nossa atribuição única como seres humanos, como nos desafia a declaração enfática do cientista Theodosius Dobzhansky:
Outros organismos se adaptam aos ambientes por meio da mudança de seus genes de acordo com as mudanças ao seu redor. O Homem, e somente o Homem, também pode se adaptar alterando o ambiente, para ajustá-lo a seus genes; estes permitem que ele invente novas ferramentas, altere suas opiniões, objetivos e conduta, adquira novos conhecimentos e sabedoria. (In Scientific American Brasil, ano 8, no. 100, pág. 10).
 Um grande abraço do Kabiá-Kabiaka.




Nota: pinturas de Jacek Yerk.